Andre Dusek/Estadão
Andre Dusek/Estadão

Mercado vê inflação maior e PIB menor em 2019

Projeções para o crescimento do PIB em 2020, no entanto, foram revisadas para cima

Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo

11 de março de 2019 | 10h23

BRASÍLIA - O mercado financeiro acredita que a inflação será levemente maior no ano de 2019 e que o PIB crescerá menos do que o anteriormente previsto. No Relatório de Mercado Focus desta segunda-feira, 11, divulgado pelo Banco Central, analistas revisaram suas projeções de inflação em 2019 de 3,85% para 3,87% e de crescimento do PIB de 2,30% para 2,28%. Para 2020, no entanto, a projeção foi alterada para cima, de 2,70% para 2,80%.

Há quatro semanas, a estimativa de crescimento da economia brasileira em 2019 e 2020 era de 2,50%.

Já a projeção para o índice de inflação em 2020 seguiu em 4,00%. Quatro semanas atrás, estava no mesmo nível.

O relatório Focus trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2021, que seguiu em 3,75%. No caso de 2022, a expectativa também permaneceu em 3,75%. Há quatro semanas, essas projeções eram de 3,75% para ambos os casos.

A projeção dos economistas para a inflação está abaixo do centro da meta de 2019, de 4,25%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 ponto porcentual (índice de 2,75% a 5,75%). Para 2020, a meta é de 4%, com margem de 1,5 ponto (de 2,50% a 5,50%). No caso de 2021, a meta é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%).

As projeções para o câmbio foram mantidas constantes, bem como as previsões para a dinâmica da taxa básica de juros da economia brasileira. Economistas acreditam que o dólar, ao final de 2019, deva estar cotado a R$ 3,70 e a R$ 3,75 ao final de 2020. Já a taxa Selic deve terminar 2019 no patamar atual, de 6,50% ao ano. Em 2020, 2021 e 2022, a projeção é que a taxa básica de juros fique em 8% ao ano, com o início do ciclo de alta na Selic em janeiro de 2020.

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