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Mercado vê perspectiva melhor para os EUA

Novo pacote de ajuda do governo Obama leva analistas de mercado e de universidades a projetar crescimento maior para o país no ano que vem

Sewell Chan, O Estado de S.Paulo

25 de dezembro de 2010 | 00h00

Um ano e meio após o fim oficial da recessão, as recentes medidas tomadas pelo governo Obama para fortalecer a economia levaram muitos especialistas a expressar um renovado otimismo e a esperar que a recuperação dos Estados Unidos receba substancial impulso em 2011.

Os economistas, tanto nas universidades quanto em Wall Street, elevaram em geral suas projeções de crescimento para o próximo ano. As vendas no varejo, a produção industrial e os pedidos às fábricas cresceram, e os novos pedidos de salário-desemprego diminuíram. Embora o desemprego continue persistentemente elevado, a confiança dos consumidores aumentou. As grandes corporações anunciam lucros consideráveis e, esta semana, o tradicional índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, teve a maior alta em dois anos.

O Federal Reserve (Fed, banco central americano), que mantém os juros de curto prazo perto de zero desde o fim de 2008, deixou claro que se atém à sua controvertida decisão de tentar manter baixos os juros das hipotecas e outros juros de longo prazo mediante a compra de títulos.

O compromisso assumido por Obama com os republicanos do Congresso de cortar os impostos por um total de US$ 858 bilhões está colocando mais dinheiro nas mãos dos consumidores graças a uma redução temporária dos encargos sociais e uma prorrogação do seguro desemprego para os trabalhadores que há muito tempo estão parados.

O governo tenta também acabar com um dos maiores obstáculos para a recuperação - a relutância das companhias em investir seus enormes recursos em novas fábricas e equipamentos - concedendo incentivos fiscais aos investimentos corporativos.

O comedido otimismo faz lembrar o sentimento que predominava em 2009, quando a economia parecia estar prestes a reviver e, entretanto, voltou a estagnar nos primeiros meses deste ano em razão dos temores causados pela crise da dívida na Grécia e em outros países europeus.

Mesmo assim, os economistas mostram-se muito animados com a perspectiva, afirmando que, embora em 2011 a economia ainda não deva estar suficientemente forte para produzir redução significativa do desemprego, deverá melhorar consideravelmente a posição do país em comparação ao período em que a crise financeira desencadeou o colapso econômico, há três anos.

Vigor. Phillip L. Swangel, economista-chefe do Tesouro no governo George W. Bush, hoje professor na Universidade de Maryland, disse: "Em 2011, a recuperação será suficientemente vigorosa para vermos a criação sustentada de empregos, dando finalmente aos americanos a sensação concreta de que a economia está melhorando."

Mark Zandi, da Economy.com da Moody"s, acredita que a economia "deslanchará". "A resposta da política do governo, em sua totalidade, tem sido muito agressiva", afirmou. "Acho que garantirá a evolução da recuperação para uma expansão autossustentada no início de 2011." / TRADUÇÃO DE ANNA CAPOVILA

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