Mercado vê Petrobras mais lucrativa

O reajuste nos preços da gasolina e do diesel deve garantir à Petrobras uma receita de cerca de R$ 2 bilhões por trimestre, suficiente para reverter o prejuízo obtido no primeiro trimestre deste ano nas atividades de refino. O mau desempenho do segmento, que teve prejuízo de R$ 566 milhões entre janeiro e março de 2008, foi um dos destaques dos relatórios de bancos de investimento divulgados ontem. Um dia após o anúncio do lucro de R$ 6,92 bilhões, as ações preferenciais da estatal subiram 2,62% na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). A área de abastecimento teve o pior desempenho no trimestre, saindo de um lucro de R$ 2,1 bilhões para prejuízo por causa da defasagem nos preços internos da gasolina e do diesel. "Ficou evidente no resultado o impacto da política de não repasse das altas da matéria-prima aos preços do diesel e da gasolina na venda ao consumidor final", disse, em relatório, o analista da corretora Brascan Felipe Cunha. Os reajustes foram promovidos só no dia 1º de maio. Para o UBS, o resultado negativo da área teria sido menor caso os reajustes tivessem sido promovidos mais cedo. Em evento com analistas ontem em São Paulo, o diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, reforçou que a empresa não repassa a volatilidade nos preços. "Na visão de longo prazo da Petrobras, houve uma compensação. Se você olhar no dia-a-dia, pode ser um pouco diferente, mas corrigimos a média dos últimos anos com esse reajuste. Estamos na média do mercado internacional", afirmou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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