Mercado volátil dificulta decisão de preço da gasolina

O presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, alegou ontem que a volatilidade muito grande no câmbio e nos preços dos combustíveis e do etanol não permite tomar uma decisão neste momento sobre o aumento do preço da gasolina. "Só será possível tomar essa decisão quando essas variáveis se estabilizarem. O futuro a Deus pertence", declarou. Gabrielli, no entanto, disse não ser possível que uma diferença grande entre os preços domésticos e os do mercado internacional persista. Ele explicou que, quando o preço nacional fica muito acima do praticado no exterior, as distribuidoras importam combustíveis. Do modo inverso, quando o preço aqui está muito mais baixo, elas compram para exportar.

Renata Veríssimo, O Estado de S.Paulo

30 de julho de 2011 | 00h00

"Há oito anos dizemos que o mercado de derivado de petróleo tem características próprias. São 70 distribuidoras, uma economia aberta, a variação do câmbio, e o aumento do consumo", disse o executivo. Ele informou que a Petrobrás continuará importando gasolina no segundo semestre em função do aumento do consumo do mercado de combustíveis.

Gabrielli disse que, em 2010, a empresa importou combustível equivalente a três ou quatro dias de consumo.

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