André Dusek/Estadão
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Mercado volta a elevar previsão para a inflação este ano

Segundo o boletim Focus, IPCA deve terminar o ano em 8,45%; há um mês, esse número estava em 7,27%

Thaís Barcellos, O Estado de S.Paulo

27 de setembro de 2021 | 10h17

A projeção do mercado financeiro para a inflação deste ano se distanciou ainda mais do teto da meta perseguida pelo Banco Central (BC). Os economistas elevaram a previsão para o IPCA - o índice oficial de preços - este ano pela 25.ª semana seguida, conforme o Relatório de Mercado Focus, passando de uma  alta de 8,35% para 8,45%. Há um mês, estava em 7,27%. A projeção para o índice em 2022 foi de 4,10% para 4,12%, o décimo aumento consecutivo. Quatro semanas atrás, estava em 3,95%.

A projeção dos economistas para a inflação segue bem acima do teto da meta de 2021, de 5,25% - O centro da meta é de 3,75%, com margem de tolerância de 1,5 ponto para mais ou para menos. A meta de 2022 é de 3,50%, com margem também de 1,5 ponto. 

Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), o número para este ano se manteve estável, em 5,04%. Mas as previsões para 2022 caíram mais uma vez - de 1,63% para 1,57%. Quatro semanas atrás, esse número estava em 2%.

Taxa Selic

Após a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de setembro, os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic (a taxa básica da economia) no fim de 2021, em 8,25%, segundo o Relatório Focus. Há um mês, estava em 7,50%. Da mesma forma, a projeção para o fim de 2022 continuou em 8,50% ao ano, ante 7,50% de um mês antes.

Na semana passada, o Copom subiu pela quinta vez consecutiva a Selic e manteve o ritmo ao elevá-la em 1 ponto porcentual, para 6,25% ao ano. Ao mesmo tempo, o colegiado sinalizou um novo aumento de mesma magnitude para a próxima reunião, nos dias 26 e 27 de outubro. Na avaliação do comitê, esse ritmo é o mais adequado para garantir a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante (que inclui 2022 e, em menor grau, 2023) e também para avaliar o estado da economia e o grau de persistência dos choques sobre a inflação. 

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