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Mercado volta a elevar projeção de inflação em 2008 e 2009

Previsão de alta do IPCA em 2008 sai do centro da meta e chega perto dos 5%, diz relatório divulgado pelo BC

Cláudia Pires, da Reuters, e Fernando Nakagawa, da Agência Estado,

05 de maio de 2008 | 08h48

O mercado revisou para cima, mais uma vez, os prognósticos para a inflação em 2008 e 2009, segundo relatório Focus divulgado nesta segunda-feira, 5, pelo Banco Central. A mediana das estimativas para o IGP-DI subiu de 6,01% para 6,28%, na oitava elevação seguida. Um mês antes, o número estava em 5,64%.   Veja também: Alimentos pressionam menos, e IPC-S desacelera para 0,72% Especialista da Fipe comenta aceleração da inflação  Acompanhe a variação da cotação média do barril de petróleo  Entenda o que significa o chamado grau de investimento    O relatório apontou que a previsão para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é o índice oficial de inflação no País, passou de 4,79% para 4,86%. O centro da meta de inflação é de 4,50%. Para 2009, a projeção do IPCA também subiu, de 4,40% para 4,49%, e praticamente encostou no centro da meta - o objetivo central de inflação de 2009 perseguido pelo BC também é de 4,50%.   Para o IGP-M, que reajusta contratos de aluguel e algumas tarifas públicas, as estimativas subiram de 6,31% para 6,59%, também no oitavo aumento seguido. Quatro semanas antes, o dado estava em 5,81%. O IPC da Fipe também apresentou elevação de 4,14% para 4,28%, ante 4% registrados um mês antes.   Para 2009, analistas mantiveram os mesmos números da semana anterior. A mediana para o IGP-DI e IGP-M permaneceu em 4,50%. Há um mês, a expectativa para os dois indicadores era de 4,31% e 4,40%, respectivamente. Para o IPC da Fipe, a estimativa foi mantida em 4% pela 29ª semana consecutiva.   Com relação aos preços administrados - as tarifas públicas - a pesquisa Focus trouxe elevação dos números. Para 2008, a mediana passou de 3,55% para 3,70%, ante 3,55% de quatro semanas antes. Para 2009, a projeção subiu de 4% para 4,20%. Um mês atrás, estava em 4%.   A despeito da elevação dos números para 2008 e 2009, a expectativa suavizada para o IPCA nos próximos 12 meses teve ligeiro ajuste para baixo na pesquisa divulgada desta segunda, de 4,43% para 4,42%. Um mês antes, o número estava em 4,36%. Entre as instituições do chamado Top 5 no cenário de médio prazo, a mediana para o IPCA em 2008 não sofreu alteração e manteve-se em 4,74%, ante expectativa de 4,70% observada quatro semanas antes. A estabilidade também foi registrada entre essas instituições no cenário para 2009, cuja mediana está em 4,40%. Há quatro semanas, estava em 4,50%.   Para abril, a mediana das expectativas para o IPCA subiu de 0,50% para 0,51%, na quarta elevação seguida, e para maio a mediana permanece em 0,35%. Um mês antes, os números eram, respectivamente, 0,34% e 0,30%.   Os dados para este relatório foram coletados pelo Banco Central até o dia 2 de maio, sexta-feira após o feriado do Dia do Trabalho e primeiro dia útil após o anúncio do investment grade concedido na tarde de quarta-feira, 30, pela S&P. Por conta do feriado, boa parte das instituições financeiras enviou suas projeções na própria quarta-feira e, por isso, não houve tempo hábil para reavaliações dos números após a concessão do investment grade. Novas perspectivas devem ser observadas na pesquisa Focus da próxima semana.   Selic O prognóstico para a Selic no final deste ano foi mantido em 13%. Quatro semanas antes, o número estava em 12,50%. Para o final 2009, no entanto, a estimativa subiu de 11,34% para 11,50%. Um mês antes, o número estava em 11,25%. Atualmente, o juro está em 11,75%.   O mercado elevou a expectativa para o patamar do juro médio no decorrer de 2008, de 12,19% para 12,22%, ante 11,88% de um mês antes. Para 2009, a taxa média esperada subiu de 11,90% para 11,91%, ante 11% de um mês antes.   Dólar A projeção para o dólar teve leve queda de R$1,75 para R$1,74 no final de 2008 e de R$1,82 para R$1,80 no fim de 2009.   Com relação à taxa média do câmbio, a projeção para 2008 permaneceu em R$ 1,72. Para 2009, o número caiu de R$ 1,80 para R$ 1,79. Quatro semanas atrás, as medianas eram de, respectivamente, R$ 1,74 e R$ 1,80.   PIB A previsão para o crescimento econômico neste ano também teve ligeira alta, passando de 4,60% para 4,66%. Quatro semanas antes, o mercado esperava expansão do PIB de 4,60%. Para 2009, a mediana foi mantida em 4% pela quarta semana.   Com relação à velocidade de crescimento da indústria, a previsão para 2008 subiu de 5,50% para 5,52%. Quatro semanas antes, a expectativa era de 5,29%. Para 2009, analistas mantiveram pela 16ª semana consecutiva a previsão de expansão de 4,50% para a atividade industrial.   Quanto ao indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB, a mediana das expectativas para 2008 subiu de 41,45% para 41,50%. Para 2009, o número passou de 39,80% para 40%. Um mês antes, o mercado esperava 41,55% e 40%, respectivamente.   Déficit em conta corrente   Em relação ao déficit em conta corrente, analistas voltaram a piorar as estimativas para 2008, cuja mediana subiu de US$ 16,6 bilhões para US$ 18 bilhões. Para 2009, o quadro é semelhante e a expectativa de déficit saltou de US$ 22 bilhões para US$ 25 bilhões, ante US$ 13,92 bilhões de quatro semanas antes.   Apesar da piora dos números para 2008, a mediana das projeções para o saldo da balança comercial manteve-se em US$ 25 bilhões. Um mês antes, o número estava em US$ 26,05 bilhões. Para 2009, a aposta para o superávit comercial caiu de US$ 17,5 bilhões para US$ 16,95 bilhões. Há quatro semanas, estava em US$ 20 bilhões.   Com relação ao ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED), o mercado manteve a expectativa de que devem entrar US$ 30 bilhões em 2008. Para 2009, foi elevada a mediana de US$ 28,5 bilhões para US$ 29 bilhões. Há quatro semanas, os números eram, respectivamente, de US$ 30 bilhões e US$ 26,71 bilhões.   Texto atualizado às 9h55

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