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Mercado volta a reduzir previsão para inflação em 2009

O mercado financeiro voltou a reduzir as previsões para a inflação oficial, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), para o final do ano, segundo resultado da pesquisa Focus, divulgada hoje pelo Banco Central (BC). No levantamento, a projeção caiu de 4,32% para 4,29%. Assim, a previsão dos analistas mantém-se abaixo do centro da meta de inflação para este ano, que é de 4,50%. Na mesma pesquisa, a estimativa para o IPCA em 2010 manteve-se em 4,30%, abaixo do centro da meta, que também é de 4,50% no ano que vem.

AE, Agencia Estado

31 de agosto de 2009 | 09h06

A estimativa para a inflação de curto prazo caiu. Para agosto, a previsão para o IPCA foi reduzida de 0,23% para 0,18%. O dado do IPCA de agosto deve ser divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no dia 10 de setembro. Para setembro, a estimativa de IPCA caiu de 0,25% para 0,23%.

PIB e juros

A estimativa para o desempenho da economia brasileira em 2009 não apresentou alteração na pesquisa divulgada hoje pelo Banco Central. No levantamento realizado junto a instituições financeiras, a previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) neste manteve-se em recuo de 0,30%. Para 2010, a previsão para o PIB ficou inalterada para uma alta de 4%. No mesmo levantamento, a estimativa para a produção industrial em 2009 segue negativa, mas teve discreta melhora, passando de uma queda de 7,05% para uma baixa de 6,93%. Para 2010, a projeção para o desempenho da indústria passou de crescimento de 5,05% para alta de 5,10%.

A pesquisa Focus manteve a previsão de que a taxa básica de juros (Selic) deve terminar o ano nos atuais 8,75% ao ano. Para o final de 2010, foi mantida a projeção de que a taxa Selic suba para 9,25% ao ano.

Câmbio e contas externas

Analistas mantiveram a previsão para o patamar do dólar no fim do ano. O nível da moeda norte-americana no fim de 2009 ficou em R$ 1,85, a mesma cotação esperada para o fim de 2010. A previsão de câmbio médio no decorrer de 2009 manteve-se em R$ 2,01.

O mercado financeiro alterou as previsões para o déficit nas contas externas em 2009. A previsão para o déficit em conta corrente neste ano subiu de R$ 14,55 para US$ 15 bilhões. Para 2010, a previsão de déficit em conta corrente do balanço de pagamentos manteve-se em US$ 22 bilhões.

A previsão de superávit comercial em 2009 subiu de US$ 23,7 bilhões para US$ 24 bilhões. Para 2010, a estimativa para o saldo da balança comercial permaneceu em US$ 18 bilhões.

Analistas mantiveram a estimativa de ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) em 2009 em US$ 25 bilhões. Para 2010, a estimativa de IED permaneceu em US$ 30 bilhões.

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