Mercado:instabilidade e poucos negócios

A ata da reunião de setembro do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada ontem, e o relatório de inflação mensal do Banco Central, divulgado hoje, reforçaram a percepção de que o cenário interno é muito bom. O governo supera o acordo com o FMI nas metas relativas às contas públicas, a inflação está caindo fortemente, devendo fechar o ano dentro das metas com folga, e prevê-se que a economia cresça mesmo 4% em 2000, com tendência de juros declinantes. A balança comercial está decepcionando, mas os investimentos diretos estão cobrindo as perdas, e, de qualquer modo, o quadro é de crescimento das exportações. Com isso, os juros, que dependem da inflação e da percepção dos investidores do risco de suas aplicações com títulos federais, caíram. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 16,940% ao ano, frente a 16,950% ao ano ontem. Instabilidade externaEnfim, o que tem trazido baixíssimos volumes de negócios e instabilidade nos mercados são mesmo o preço do petróleo e a queda do euro. Além disso, os esforços do governo dos Estados Unidos em frear o crescimento econômico do País, considerado excessivo, têm dado resultado. Com isso, a lucratividade das empresas norte-americanas caiu, prejudicando o desempenho das ações. O Dow Jones - Índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em queda de 1,60%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - fechou em queda de 2,79%. No acumulado, a Bovespa - Bolsa de Valores de São Paulo - têm acompanhado as variações da Nasdaq, mas com baixíssimo volume de negócios. A bolsa fechou em queda de 0,53%. O petróleo recuperou-se ligeiramente da forte queda de ontem. Antes que surjam notícias consistentes que afetem diretamente os preços do produto, os analistas consideram improvável que as cotações se afastem do patamar de US$ 30. Hoje, os negócios com o petróleo bruto do tipo Brent para entrega em novembro fecharam em queda de 1,28% em Londres, a US$ 29,26 por barril.E o euro recuperou-se ligeiramente das quedas de ontem e do início do dia, impulsionadas pela rejeição da Dinamarca, através de plebiscito, de adesão à moeda única européia. Às 17:34, o euro era negociado a US$ 0,8842, com alta de 0,45%. O receio de nova intervenção para elevar as cotações da moeda reduziram as oscilações.O dólar continua variando pouco. Hoje, fechou em R$ 1,8450, com alta de 0,05%.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.