Mercados: a calma retorna

A calma retornou hoje aos mercados, depois das intensas especulações do começo da semana. O cenário, de maneira geral, apresenta alguns sinais de melhora. Como a grande restrição nas contas brasileiras é o fraco resultado da balança comercial, o que define as tendências do mercado são os fatores que afetam a entrada de divisas.Foi divulgado pela manhã, o PIB ajustado do 3º trimestre dos Estados Unidos, acalmando os mercados quanto a uma desaceleração mais brutal da economia norte-americana. O temor é que haja uma recessão, o que afetaria investimentos no Brasil. O crescimento do PIB realmente caiu, mas a queda foi menor que o esperado. E na Argentina, foi aprovada no Congresso a proposta básica do Orçamento de 2001, uma das pré-condições para a aprovação do pacote de ajuda financeira do Fundo Monetário Internacional (FMI), o que, espera-se, tranqüilizará os mercados quanto a um calote das obrigações do país, dada a complicada situação das contas públicas argentinas. Os detalhes do acordo com o FMI devem sair entre dias 11 e 12.Além disso, a proximidade do leilão de privatização da Cesp Paraná, marcado para o dia 6, com preço mínimo de R$ 1,7 e apenas concorrentes estrangeiros e das licitações para a concessão das bandas C, D e E, com início previsto para janeiro. A previsão é de entrada de cerca de US$ 3,5 bilhões.Os números do fechamentoCom as notícias positivas, indicando entrada de dólares, as cotações da moeda norte-americana caíram. O dólar fechou em R$ 1,9580 , com queda de 0,51%. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda de 0,91%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 17,980% ao ano, frente a 18,130% ao ano ontem.

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