Mercados à espera da ata do Copom

Os investidores devem começar a quinta-feira ainda sob a influência positiva da revisão da perspectiva dos ratings (notas) soberanos do Brasil de "estável" para "positivo". A avaliação é da agência de classificação de risco Moody´s e foi anunciada ontem no início da tarde. Os mercados encerraram o dia em clima de euforia (veja mais informações no link abaixo).A melhora do rating do País traz conseqüências diretas para a economia interna e, indiretamente, para a vida do brasileiro. As empresas brasileiras terão mais facilidade para captar recursos no exterior com taxas de juros mais baixas. Isso tende a ser repassado para a economia do País, estimulando a atividade econômica e, como uma das possíveis conseqüência, a redução da taxa de desemprego. Os papéis da dívida do governo também são negociados com juros mais baixos e isso provoca um recuo dos juros no mercado interno. Este cenário, confirmado, estimula uma redução das taxas de juros também para o consumidor. Este fator é um incentivo ao consumo, outra conseqüência positiva para o reaquecimento da atividade econômica.Juntamente com a elevação do rating da dívida brasileira, a Moody´s anunciou a melhora do rating de vários bancos brasileiros, entre eles Bradesco, Itaú e Unibanco. As ações destas instituições, que são negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), poderão apresentar um movimento de alta ao longo desta quinta-feira. Ata do Copom e inflaçãoO Banco Central (BC) divulga hoje, no início do dia, a ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) realizada na semana passada, que decidiu pela redução da Selic, a taxa básica de juros da economia de 19% ao ano para 18,75% ao ano. O corte dos juros foi um sinal claro de que a tendência de queda das taxas já foi iniciada. Ontem, um depoimento do ministro da Fazenda, Pedro Malan, deixou os investidores ainda mais confiantes sobre este cenário (veja mais informações no link abaixo).Ontem, no final da tarde, foi divulgado mais um índice inflacionário: o Índice Geral dos Preços do Mercado (IGP-M) pela Fundação Getúlio Vargas. O resultado fechado do mês de fevereiro ficou em 0,06%. Em janeiro deste ano, o IGP-M registrou inflação de 0,36%. O cumprimento da meta de inflação é o objetivo da política monetária do governo. Neste ano, a meta é apertada, de 3,5%, com possibilidade de alta ou baixa de dois pontos porcentuais. A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 19 e 20 de março e a expectativa dos analistas é de que seja decidido mais um corte na Selic.CPMF e BolsaA isenção da CPMF para a Bolsa está aprovada em primeiro turno. A Câmara rejeitou ontem à noite o destaque à proposta de emenda constitucional que prorroga a CPMF que retirava do texto a garantia de isenção às aplicações nas bolsas de valores. Foram 336 votos contrários e 114 favoráveis. Eram necessários 308 votos para derrubar o destaque apresentado pela oposição.O terceiro destaque que seria votado ontem à noite foi retirado. O presidente da Câmara, Aécio Neves (PSDB-MG), pretendia submeter ao plenário imediatamente a redação final do texto da proposta de emenda constitucional. Mas isso não pôde ser feito porque o deputado Arnaldo Faria de Sá (PDT-SP) manifestou-se contrário ao procedimento. Com isso, o texto terá que voltar à comissão para redação final. A votação ocorreu em primeiro turno. A votação em segundo turno será na próxima quarta-feira, em sessão extraordinária.InvestimentosNão deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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