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Dan Kawa: Separar o ruído do sinal é a única forma de investir corretamente daqui para a frente

Mercados à espera do resultado do Copom

Sem outras notícias de destaque, os especialistas acreditam que o mercado financeiro se manterá retraído, à espera do resultado da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre o patamar da Selic. Excepcionalmente, a conclusão do Copom será anunciada durante a realização dos negócios, após as 12 horas, podendo se observar de imediato as reações dos mercados de câmbio e juros.A mudança da rotina, no entanto, ocorre justamente num momento em que os analistas praticamente fecharam consenso em torno da idéia de que a Selic será mantida em 18,5% ao ano depois de anunciados dados sobre a inflação. De 23 economistas consultados pela Agência Estado, 22 apostam na estabilidade do juro, segundo apurou o repórter Francisco Carlos de Assis. Um dia depois da segunda prévia do IGP-M ter ficado acima do esperado (0,58%) e arrefecido as apostas num corte de juro, ontem saiu outro resultado ruim de inflação que reforçou ainda mais a expectativa de estabilidade da Selic. O IGP-10 de maio fechou em 0,70%, na banda de cima das estimativas, que oscilavam entre 0,55% e 0,80%. Se confirmada a previsão de manutenção do juro, o mercado deverá reagir com tranqüilidade.O mercado também espera que, finalmente, o PMDB escolha hoje o nome do vice que vai compor a chapa presidencial com José Serra. O partido deverá escolher entre o senador Pedro Simon ou a deputada capixaba Rita Camata, os mais cotados. Também está prevista para hoje, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, a votação da proposta da emenda constitucional que prorroga a CPMF.Repercute mal a notícia de que a Receita Federal está detectando fraudes na arrecadação da CPMF. Os procedimentos irregulares estariam acontecendo desde 1998 e seriam praticados por diversas instituições financeiras. Segundo operadores, o mercado estaria com medo que balanços de grandes bancos tenham sido inflados devido a essas possíveis operações irregulares.Há pouco, o dólar comercial estava sendo cotado a R$ 2,4990, em alta de 0,64% em relação ao fechamento de ontem. No mercado de juros, os contratos de DI futuro, com vencimento em janeiro, negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), pagam taxas de 18,830% ao ano frente aos 18,850% ao ano negociados ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) está em alta de 0,46%.

Agencia Estado,

22 de maio de 2002 | 10h21

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