Mercados abrem cautelosos e apreensivos

Os mercados devem abrir hoje mantendo a cautela, depois de semanas de quedas acumuladas nas bolsas do mundo inteiro e altas nos juros e no dólar. A manutenção da Selic, anunciada ontem, apenas confirmou as expectativas dos mercados, que já vinham reajustando os juros dos títulos do governo frente a expectativas anteriores de queda. O movimento é abrandado pelos indicadores de desaceleração da inflação. Ontem, também, foi divulgada a segunda prévia do Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), que ficou em 0,30%. Quanto ao petróleo, que subiu ainda mais com os conflitos entre palestinos e forças armadas de Israel, ainda é cedo para comemorar um cessar-fogo no Oriente Médio. Mas a boa notícia é que, apesar dos confrontos, ontem foi o primeiro dia em três semanas em que não houve nenhum morto. Mesmo que a paz demore e que os estoques nos EUA continuem baixos, nas atuais circunstâncias, se os preços do petróleo pararem de subir, haverá ao menos tranqüilidade.A situação na Argentina também ainda exige atenção. A crise política e econômica é delicada e de difícil solução. Cada movimento afeta diretamente os mercados brasileiros. O mesmo vale para a temporada de anúncios de balanços das empresas norte-americanas, que trouxeram fortes oscilações às bolsas dos Estados Unidos. Hoje, haverá os anúncios da Coca Cola, e-Bay e McDonald´s. Também serão anunciados dados a respeito da balança comercial, que vem fechando com grandes déficits, devido aos preços do petróleo e às baixas cotações do euro e dos pedidos de seguro-desemprego, indicador de desempenho da economia.Cenário favorável e isenção de CPMF podem atrair estrangeirosA única esperança concreta é o bom cenário da economia brasileira, com crescimento econômico e inflação baixa. Alia-se a isso, a isenção da CPMF ao investidor estrangeiro, anunciada ontem através de uma manobra legal.

Agencia Estado,

19 de outubro de 2000 | 07h58

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