Mercados afetados pelo pessimismo nos EUA

Hoje os mercados puderam reagir ao noticiário intenso dos últimos dias no exterior, em especial nos Estados Unidos. A divulgação, ontem, do índice de confiança do consumidor norte-americano, que ficou no nível mais baixo desde 1996 entre outros índices, como o de venda de imóveis usados em janeiro, com queda de 6,6%, confirmam a forte desaceleração da economia e pessimismo generalizado. Frente a esses dados, o presidente do FED - banco central dos Estados Unidos -, Alan Greenspan, discursou hoje no Senado dando claros indícios de que as taxas básicas de juros, atualmente em 5,5% ao ano, devem cair até a próxima reunião mensal do banco, em 20 de março. A tentativa do FED é de conter a queda nas taxas de crescimento da economia para evitar uma recessão. Mas a instabilidade dos mercados e a apreensão dos investidores continuam. Nos EUA, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em queda de 1,33%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - fechou em queda de 2,54%. Os mercados brasileiros acompanharam o pessimismo. O dólar fechou em R$ 2,0470, com alta de 0,49%. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda de 1,65%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 16,450% ao ano, frente a 16,250% ao ano ontem.

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