Mercados aguardam Copom, atentos aos EUA

Começa hoje a reunião mensal para a reavaliação da Selic, a taxa básica de juros da economia. Desde julho do ano passado, a Selic está em 19% ao ano e a expectativa da maioria dos analistas é que permaneça neste patamar por pelo mais um mês. A política monetária do governo é definida pelo cumprimento da meta de inflação. Neste ano, a meta é de 3,5%, com possibilidade de alta ou baixa de dois pontos porcentuais. No ano passado, quando a meta era de 4%, também com possibilidade de variação de dois pontos porcentuais, o Índice de Preços ao Consumidor amplo (IPCA), usado como referência para a meta de inflação, encerrou o ano em alta de 7,67%. Ou seja, bem acima da meta estabelecida. O principal motivo para a alta da inflação foi a pressão de alta sobre o dólar, que foi provocada, principalmente, pelos atentados terroristas aos Estados Unidos em 11 de setembro. Para se ter uma idéia, do dia 2 de janeiro ao dia 21 de setembro, a alta da moeda norte-americana foi de 45,91%. É bem verdade que, até o final do ano, as cotações do dólar recuaram, fechando em alta de 18,67%. Porém, muitos preços já haviam sido influenciados pela alta do dólar. Neste ano, espera-se que a inflação fique mais controlada, mas, segundo analistas, ainda não há sinais claros sobre isso. Em janeiro deste ano, o IPCA ficou em 0,52%. Veja mais informações sobre a expectativa para a reunião do Copom no link abaixo.Os investidores também estarão atentos ao resultado do leilão de títulos cambiais que será realizado pelo Tesouro Nacional com o objetivo de trocar papéis com vencimento próximo por títulos com duração maior. No total, são R$ 4,650 bilhões em títulos com vencimento no dia 21. Deste montante, o Tesouro já negociou R$ 2,8 bilhões em papéis e hoje deverá fazer a última rodada de troca.Mercados internacionaisOs mercados em Nova York reabrem hoje depois do feriado na segunda-feira - Dia do Presidente. Continuam as preocupações dos analistas com o ritmo da atividade econômica norte-americana, mas crescem as apostas de que haverá sinais claros de reaquecimento econômico nos Estados Unidos no segundo trimestre deste ano.Por outro lado, é cada vez mais certa a tese de que as bolsas, principalmente a Nasdaq, não conseguirão voltar aos níveis alcançados em 1999. Naquele ano, a Nasdaq chegou em patamares em torno de 5 mil pontos - na sexta-feira esta bolsa ficou em 1.805 pontos. Os investidores apostaram muito dinheiro nestas companhias, acreditando que elas acumulariam altos lucros, o que não aconteceu. Houve uma saída muito forte de recursos do mercado acionário, afetando também os ganhos na bolsa de empresas tradicionais.Na Argentina, o cenário é diferente. Todas as previsões são negativas. O país precisa de um plano para corte de gastos e reestruturação de suas dívidas internacionais e isso não parece muito próximo de acontecer. Hoje o ministro da Economia, Jorge Remes Lenicov, vai reunir-se com governadores de províncias e dirá que elas devem reduzir seus custos. Além disso vai estabelecer a conversão das dívidas das províncias pela paridade de 1 dólar para 1 peso. Os governadores esperavam que esta paridade seria de 1 peso para 1 dólar. Embates políticos entre o governo Duhalde e os governadores das províncias podem enfraquecer ainda mais o governo central. Vale destacar que, quase diariamente, a população argentina está nas ruas manifestando-se e a crise social cresce a cada dia. Por outro lado, para conseguir mais recursos junto ao Fundo Monetário Internacional, Lenicov não tem outra saída: precisa cortar gastos.Segundo apuração do correspondente Ariel palacios, a popularidade de Duhalde está em queda de acordo com uma pesquisa divulgada na Argentina (veja mais informações no link abaixo).InvestimentosNão deixe de ver no link abaixo o ranking dos investimentos na primeira quinzena de fevereiro e as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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