Mercados aguardam Copom e decisões políticas

O mercado financeiro começou o dia com a divulgação do PIB brasileiro referente ao quarto trimestre do ano passado. O resultado revelou um crescimento de 4,38% sobre igual período de 1999. No acumulado do ano, o PIB registrou um crescimento de 4,20% em relação a 1999. Trata-se do maior crescimento desde 1995, quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou um PIB 4,22%. Agora as atenções estarão concentradas no resultado da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que irá reavaliar a taxa básica de juros (Selic). Os analistas estão divididos entre uma manutenção da taxa em 15,25% ao ano ou um corte de 0,25 ponto porcentual. Para os que acreditam em manutenção da taxa, a alta do preço do petróleo nos últimos dias e os números sinalizando um aquecimento forte da economia do País, o que poderia gerar pressão inflacionária, são os motivos para essa tendência. Já os que apostam em um corte de 0,25 ponto porcentual declaram que os juros no Brasil estão muito altos e uma redução da Selic agora é apenas um reenquadramento para manter a taxa real no mesmo patamar do final do ano passado. Veja a abertura do mercado financeiro No mercado de juros, os contratos de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - começam o dia pagando juros de 15,840% ao ano, frente a 15,780% ao ano registrados ontem. O dólar está cotado a R$ 1,9900 na ponta de venda dos negócios - alta de 0,15% em relação aos últimos negócios de ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em baixa de 0,23%. A expectativa dos analistas é que a decisão do Copom e as eleições para a presidência da Câmara e do Senado tenham influência sobre os negócios no mercado financeiro hoje. No campo político, eles acreditam que as probabilidades são mínimas de um racha na base política do governo mas, enquanto o resultado das eleições não está definido, os negócios podem apresentar certa oscilação.

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