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Louise Barsi explica como viver de dividendos seguindo o Jeito Barsi de investir

Mercados aguardam Copom, FED e CPMF

O Comitê de Política Monetária (Copom) inicia hoje sua reunião mensal para reavaliação da Selic, a taxa básica de juros da economia. A aposta majoritária dos analistas é de que a taxa, que está atualmente em 18,75% ao ano, deverá ser reduzida. Porém, as opiniões divergem entre uma redução de 0,25 ponto porcentual ou 0,50 ponto porcentual. A decisão do Comitê deve ser divulgada amanhã, após o fechamento dos mercados.Os motivos para um novo corte de juros neste momento, segundo os analistas, são a queda na taxa de risco do país, a melhora na posição do presidenciável do PSDB José Serra nas pesquisas de intenção de voto e o descolamento da situação brasileira em relação à crise argentina. Estas são condições que têm deixado a taxa de câmbio mais controlada, o que favorece a um controle maior dos índices de inflação. Vale lembrar que a política monetária no Brasil é determinada pelo cumprimento da meta de inflação, que neste ano é de 3,5% com possibilidade de alta ou baixa de dois pontos porcentuais. Uma pesquisa divulgada ontem pelo Banco Central (BC) revela que os analistas esperam que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - usado como referência para a meta de inflação - encerre o ano em 4,98%. Para a taxa Selic, a perspectiva apontada pela pesquisa é que a taxa chegue a 16,5% ao ano no final de 2003.Também nos Estados Unidos, hoje é dia de reavaliação dos juros. O Banco Central norte-americano (Fed), segundo analistas ouvidos pela editora Márcia Pinheiro, deve manter os juros no patamar de 1,75% ao ano e possivelmente colocará uma tendência de queda para a taxa. Continuam incertezas sobre CPMFO cenário político continua sendo observado com atenção pelos investidores. Uma das conseqüências da crise entre o PSDB e o PFL é o atraso na votação da emenda que prorroga a cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até dezembro de 2004. É possível que o assunto volte à pauta de negociações hoje, mas ninguém tem isso como uma certeza. Assim como não há nenhuma garantia sobre qual deverá ser a posição do PFL frente a essa questão.O fato é que o atraso nas votações acarreta ao governo uma queda semanal de R$ 400 milhões na arrecadação. Caso a permanência da CPMF não seja aprovada, o governo estudará formar de compensar esta queda na arrecadação. Os analistas cogitam, entre várias possibilidades, uma elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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