Mercados aguardam decisões externas

O mercado financeiro operou durante a manhã atento às sinalizações de que o banco central norte-americano (FED) pode tomar uma atitude mais agressiva e reduzir os juros nos EUA. A reunião do FED acontece amanhã, quando começa a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que vai reavaliar a taxa básica de juros - Selic. O resultado da reunião no Brasil sai na quarta-feira.A maioria dos analistas acredita que o cenário externo está bem mais estável do que na reunião anterior e que, em função disso, o Copom poderia baixar a Selic de 16,5% ao ano para 16% ao ano. A possibilidade de uma confirmação, ainda hoje, do pacote de ajuda externa à Argentina é outro motivo a favor da queda dos juros.No mercado interno, o comportamento da inflação também contribui para a tendência de queda dos juros. No acumulado do ano, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é usado como referencial para a meta de inflação de 6% para esse ano, está em 5,35%.Alguns analistas mais otimistas chegaram mesmo a levantar a possibilidade de a queda da Selic nesta semana ser de um ponto porcentual. "No mês passado ninguém acreditava em corte ainda neste ano, mas é bom lembrar que inicialmente, antes do agravamento do cenário externo, havia estimativas de que o juro chegaria a 15% até o final do ano", disse um desses otimistas.Veja como está o mercado financeiroA Bolsa de Valores de S. Paulo (Bovespa) está em alta de 1,55. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 17,000% ao ano, frente a 17,0900% ao ano registrados ontem. O dólar comercial está cotado a R$ na ponta de venda dos negócios - ... de % em relação aos últimos negócio de sexta-feira.

Agencia Estado,

18 de dezembro de 2000 | 15h14

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.