Mercados aguardam definições no cenário externo

Apesar da diminuição da instabilidade no cenário externo, ainda permanecem algumas indefinições. Na Argentina, a decisão do Congresso de acrescentar no orçamento para 2001 um artigo instituindo um programa de administração pública, pode acabar com o efeito provocado pelo corte de 12% no salário do funcionalismo. O mercado já apresentou alguma reação ontem. Porém, enquanto o pacote de ajuda organizado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) não for liberado, as operações no mercado financeiro ficam vulneráveis a esse problema. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu em alta e há pouco registrava alta de 0,80%. O dólar comercial está cotado a R$ 1,9690 - estável em relação aos últimos negócios de ontem. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - começam o dia pagando juros de 17,420% ao ano, frente a 17,510% ao ano registrados ontem. Eleição nos Estados UnidosAo contrário do esperado, a Corte Suprema dos EUA ainda não encerrou definitivamente o impasse eleitoral. Imaginava-se que a Corte iria acabar de vez com a recontagem dos votos e dar a vitória a George W. Bush. Porém, os magistrados americanos, em decisão anunciada nesta madrugada, apenas apontaram inconstitucionalidade em decisão anterior da justiça da Flórida, remetendo novamente a questão ao estado e impondo o limite de 12 de dezembro para a recontagem.Outro fator que atrai a atenção dos investidores para os Estados Unidos é a desaceleração da economia norte-americana. Na próxima semana, o banco central dos EUA - FED - reúne-se para reavaliar a taxa de juros. Os analistas acreditam que ainda é cedo para um corte das taxas. Porém, o FED pode optar por sinalizar a volta da tendência de baixa para os juros do país. No Brasil, o Banco Central (BC) reúne-se nos dias 19 e 20 de dezembro, em sua última reunião mensal para avaliar a taxa básica de juros - Selic. Crescem as apostas em um corte de juros, o que reduziria a Selic de 16,5% ao ano para 16% ano. Mas essa análise não é consenso, já que a meta de inflação para o próximo ano é de 4% e o impacto do último aumento dos combustíveis ainda não foi incorporado à inflação. Veja mais informações no link abaixo.

Agencia Estado,

13 de dezembro de 2000 | 10h52

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