Mercados aguardam fatos novos com cautela

Nas duas semanas que se seguiram aos ataques terroristas, os mercados funcionaram com muito nervosismo, procurando adequar-se ao novo cenário, especialmente dada a perspectiva de retaliação militar dos Estados Unidos e recessão certa em que a economia do país entra. As incertezas atingiram em cheio os emergentes, principalmente aqueles com necessidades de capitais externos, como Brasil, Argentina e Turquia. Agora, mais calmos, mas não menos cautelosos, os investidores aguardam o desenrolar dos fatos.Ontem circulou a notícia de que o ataque ao Afeganistão poderia ocorrer já nos próximos dias. As previsões estão bem menos pessimistas do que há duas semanas, e, se a intervenção militar norte-americana for superficial e rápida, existe uma grande chance de que os mercados e a economia reajam, inclusive no Brasil. No momento, as fortes incertezas que qualquer perspectiva de guerra trazem mantém a todos cautelosos, inclusive porque trata-se de uma região do mundo muito tensa e próxima de várias potências nucleares e centros produtores de petróleo.Se a ira dos primeiros dias após os ataques diminuiu, a determinação dos governos no mundo inteiro para evitar uma catástrofe econômica mantém-se. Hoje espera-se que o Fed - banco central norte-americano - reduza novamente as taxas de juros, dos atuais 3% ao ano para 2,5% ao ano. E analistas crêem que ainda há mais espaço para quedas. A conclusão acelerada da intervenção militar e os juros baixos são as principais esperanças dos investidores. Mas o governo dos Estados Unidos ainda considera um pacote fiscal para estimular o consumo. A ordem agora é esperar e manter a cautela.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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