Mercados aguardam novas reduções de juros

No mercado interno, hoje é dia de leilão de títulos públicos prefixados e, possivelmente, início da análise no Congresso Nacional do fim da incidência da Cobrança Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) nos negócios na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Os mercados vêm trabalhando em clima de otimismo e, nestes dois casos, se os resultados forem positivos, os negócios poderão ter um desempenho ainda melhor, principalmente no mercado acionário.Em relação aos títulos, a expectativa dos analistas é de que as taxas recuem ainda mais. Com a tendência de queda da Selic, a taxa básica de juros da economia, nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), os investidores poderão aumentar a demanda por estes títulos, com o objetivo de ganhar a diferença entre a taxa prefixada oferecida no leilão e a taxa efetiva no vencimento dos papéis. Uma demanda maior poderia provocar uma queda nos juros no mercado futuro.Com o recuo das taxas, o investimento em ações passa a ser mais vantajoso. Há dois motivos para isso. Primeiro: juros mais baixos estimulam o crescimento econômico, aquecendo o consumo, o que favorece um aumento do lucro das empresas. O segundo motivo é que, com juros mais baixos, a aplicação na Bolsa fica mais atrativa, dado que o ganho em investimentos vinculados às taxas de juros passam a oferecer ganho menor. As duas situações podem estimular os negócios na Bolsa, provocando uma alta das ações.Perspectivas para a BolsaDesde que o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic, a taxa básica de juros da economia, de 19% ao ano para 18,75% ao ano, este cenário já vem se confirmando. Os negócios na Bovespa têm ficado acima dos R$ 700 milhões, o que sinaliza que há entrada de recursos novos. Em relação aos desempenho, a Bolsa já opera no terreno positivo no acumulado do ano - alta de 2,95%O gerente de investimento do HSBC Investment Bank, Fernando Aoad, acredita que este é um bom momento para comprar em ações. "Até junho, a tendência é de alta e o clima deve ser de tranqüilidade". Vale destacar que apenas a parcela dos recursos que não tem uma data definida para resgate deve ser direcionada para a compra de ações.Independentemente do período e do cenário para este mercado, o investidor deve estar preparado para perdas. Portanto, investir na Bolsa o dinheiro que será usado para efetuar uma compra ou quitar uma dívida é extremamente arriscado, pois o investidor corre o risco de resgatar um valor menor do que aplicou, caso o valor da ação caia na Bolsa.Outra recomendação para quem vai comprar ações é a diversificação dos papéis em carteira. Se o investidor não tiver condições - informações e tempo - para montar uma carteira, o ideal é optar for um fundo de investimento em ações. Neste caso, é o gestor da carteira quem escolhe os papéis. Em troca deste trabalho, o investidor paga uma taxa de administração. Veja mais informações sobre a Bolsa no link abaixo.Cenário externo: dúvidas permanecemNa Argentina continuam as incertezas em relação à liberação de novos recursos por parte do Fundo Monetário Internacional (FMI). O presidente Eduardo Duhalde precisa fechar um acordo com os governadores de províncias e aprovar um orçamento enxuto para 2002. Mas há quem acredite que, mesmo com estes dois assuntos resolvidos, não há nenhuma certeza de que a Argentina vai receber mais dinheiro.Nos Estados Unidos, será divulgado hoje o relatório semanal com o desempenho do comércio varejista na semana até 23 de fevereiro às 11h (horário de Brasília). Às 12h, a Conference Board divulga o índice de confiança do consumidor referente ao mês de fevereiro. Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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