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E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Mercados aguardam números dos EUA

Os investidores continuam atentos ao ritmo de desaceleração da economia norte-americana. O corte na taxa de juros dos EUA, de 0,5 ponto porcentual, reduzindo de 6,5% ao ano para 6% ao ano, anunciado há dois dias, provocou uma euforia nos mercados financeiros, principalmente nas bolsas de Nova York. Ontem o dia foi de realização de lucros, ou seja, os investidores incorporaram os ganhos conseguidos com a alta expressiva. Veja mais informações sobre o fechamento dos mercados ontem no link abaixo. A expectativa para o dia é de que os negócios sejam influenciados em parte pela divulgação da taxa de desemprego norte-americana, o número de novas vagas criadas e o ganho do salário médio por hora de dezembro. Os números serão divulgados pelo Departamento do Trabalho dos EUA. A previsão média de 15 economistas entrevistados pela Dow Jones é de um crescimento da taxa em dezembro para 4,1%. Em novembro foi de 4,0%. De acordo com apuração da editora Suzi Katzumata, esses analistas estimam ainda que foram criadas 11.000 novas vagas no mês passado e que houve um crescimento de 0,3% no ganho do salário médio por hora. Há uma grande expectativa do mercado com relação a esses números. Todos querem saber se os dados sobre o emprego nos EUA em dezembro são fracos o suficiente para justificar o corte antecipado nos juros dos EUA.No Brasil, o corte de juros nos EUA deve influenciar a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que vai reavaliar a taxa básica de juros - Selic - nos dias 16 e 17 de janeiro. A quase totalidade dos analistas aposta em corte de juros. Porém, o espaço dessa redução não é consenso. As apostas estão em 0,25; 0,50 e 0,75 ponto porcentual.Veja a abertura do mercado financeiroA Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em alta de 0,57%. O dólar comercial está cotado a R$ 1,9490 na ponta de venda dos negócios - alta de 0,26% sobre o fechamento de ontem. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - começam o dia pagando juros de 16,352% ao ano, frente a 16,350% ao ano ontem.

Agencia Estado,

05 de janeiro de 2001 | 11h08

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