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E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Mercados aguardam pacote argentino

Cresce a ansiedade do mercado pelo pacote econômico argentino, que já era esperado para logo depois das eleições legislativas de domingo, mas o anúncio deve vir semana que vem. O mercado acredita que deva haver um novo corte de salários do funcionalismo de 13% e cancelamento do pagamento do décimo terceiro salário. As aposentadorias também deverão sofrer cortes de 20%. Também deve ser anunciada a renegociação de parte da dívida interna, de até US$ 15 bilhões. Mas o ponto que gera mais controvérsia é a renegociação da dívida externa, derrubando o otimismo dos mercados dos últimos dias. E crescem os indícios de dolarização.O governo já conta com US$ 8 bilhões de organismos multilaterais para oferecer como garantia da operação. É consenso que os pagamentos referentes aos juros são insustentáveis, especialmente nos patamares atuais, enquanto a economia vai mergulhando cada vez mais na recessão. Mas agora teme-se que a única maneira de reestruturar a dívida a níveis realistas seja uma troca de títulos unilateral, pois os credores não têm garantias suficientes para aceitar uma redução das taxas na medida necessária.Ontem a agência de classificação de risco Fitch rebaixou novamente o rating (nota de avaliação) da dívida argentina, alertando que, para que os credores não sofram prejuízos, seriam necessários mais US$ 10 a US$ 26 bilhões em garantias. A agência Standard and Poor´s também declarou que qualquer renegociação que implique em prejuízos para os credores causará um rebaixamento do rating do país e a Moody´s poderá tomar a mesma atitude dependendo dos resultados da troca de títulos da dívida. E nos Estados Unidos, a proliferação de casos de ataques bioterroristas, e a escalada das tensões no Oriente Médio, em função do assassinato do ministro do Turismo israelense ontem, contiveram as bolsas de valores. Fechamento dos mercadosO dólar comercial para venda fechou em R$ 2,7600, com alta de 1,36%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 23,050% ao ano, frente a 22,830% ao ano ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda de 2,46%.O índice Merval da Bolsa de Valores de Buenos Aires fechou em queda de 0,51%. Nos Estados Unidos, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em queda de 0,76%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - fechou em alta de 0,39%. Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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