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Mercados aguardam PPI e Copom

Depois de mais um dia de estabilidade nos mercados, a expectativa em relação à reunião de quarta-feira do Comitê de Política Monetária (Copom) permanece. Os investidores, animados com o bom cenário econômico interno, já consolidaram a expectativa de queda na Selic, a taxa básica referencial de juros da economia, em suas aplicações. Espera-se uma queda entre 0,25 e 0,75 ponto porcentual, sendo que atualmente a Selic está fixada em 15,75% ao ano. Assim, a não ser que apareçam grandes novidades no noticiário, a tendência é que continue havendo pouquíssimas oscilações nas cotações até a divulgação do resultado da reunião.A novidade do dia é a divulgação do PPI - Índice de Preços ao Atacado - nos Estados Unidos. Esse é um dos indicadores mais importantes de atividade econômica do país. Como ainda há receio de que a desaceleração observada possa resultar numa recessão na maior economia do mundo, o acompanhamento dos indicadores é fundamental na formação das expectativas dos investidores. No mercado acionário norte-americano, a anunciada perspectiva de redução de juros nos EUA ao longo de 2001 está levando a uma recuperação da Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York. De fato, as altas na Nasdaq têm sido acompanhadas por quedas no Dow Jones - Índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York, indicando uma transferência de investimentos de uma bolsa para a outra, fato confirmado por analistas.Mas nada disso parece importar para os investidores brasileiros. A realidade é que tanto a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), quanto os juros e o dólar têm ignorado as altas e baixas dos mercados estrangeiros. Mesmo com as intensas especulações com o dólar ontem, as cotações dos ativos estão firmes à espera da definição do Copom. E em patamares bem mais otimistas que os observados ao final do ano passado.Veja a seguir matéria sobre o descolamento da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) em relação à Nasdaq.

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