Mercados ainda sem rumo definido

Os mercados vêm apresentando movimentos contraditórios, apesar da tendência geral de estabilidade. Se não fosse pela boa situação econômica, com crescimento, inflação em queda e disciplina nas contas públicas, as oscilações seriam bem menores. Os dados mais positivos sobre o saldo da balança comercial, em fevereiro e nos primeiros dias de março, inclusive diminuem os efeitos da instabilidade externa no Brasil. Mas, de modo geral, os investidores ainda se mantêm cautelosos, sem motivos para pessimismo ou otimismo exagerados, e sensíveis à boataria.Internamente, a preocupação é com a guerra declarada entre os Senadores Antônio Carlos Magalhães e Jader Barbalho, da qual o governo não consegue se esquivar. Teme-se que a proliferação de denúncias de escândalos saia do controle, paralisando o governo, ameaçando a sua base no Congresso e até ameaçando a estabilidade política com investigações de altos escalões do Executivo federal.Os temores em relação à situação argentina amainaram com a indicação de Ricardo Murphy para o Ministério da Economia e com as declarações de que o país manterá suas políticas e honrará seus compromissos. O novo ministro promete apertar ainda mais o cinto, dado que as metas com o Fundo Monetário Internacional (FMI) não estão sendo cumpridas, apesar da recessão que já dura 30 meses e altas taxas de desemprego.Nos Estados Unidos, a economia apresenta uma desaceleração muito forte, desestimulando investimentos. Alguns já vêem nos dados divulgados essa semana sinais de virada, indicando que o início da recuperação pode estar próximo. Mas ainda é cedo para ter certeza.Para o investidor atento aos dados econômicos, às 16h (horário de Brasília) será divulgado o "livro bege", sumário sobre as condições da economia dos EUA que servirá de base para as decisões de política monetária a serem tomadas na próxima reunião do FED - banco central norte-americano -, no dia 20. Às 17h, será divulgado o indicador de crédito ao consumidor em janeiro e, logo em seguida, às 17h10, o presidente do FED, Alan Greenspan, discursa em uma conferência.

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