Mercados antecipam arquivamento da CPI

Os mercados, embora muito cautelosos, apostaram no fim da possibilidade de instauração da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar denúncias de corrupção no Executivo federal. Teme-se que a CPI paralise o Congresso até o final do ano, e com as eleições no ano que vem, esse poderia ser o fim das atividades legislativas. Além disso, as investigações teriam efeitos imprevisíveis para o governo.Mas, revertendo o quadro desfavorável, o presidente Fernando Henrique Cardoso e os líderes da aliança governista contra-atacaram e prometem que até a meia-noite de hoje, prazo final para fechamento da ata da sessão, parlamentares aliados retirarão suas assinaturas da solicitação de instalação da Comissão. No final da tarde, o mais provável parecia ser que as assinaturas não fossem retiradas, mas transformadas em apoiamento, o que, de qualquer forma, levaria a um arquivamento do pedido. A oposição, conforme apurou o repórter Nelson Breve, já parecia conformada com o resultado desfavorável, mas ainda tenta manter o número necessário de adesões: 27 senadores e 171 deputados. A expectativa é grande.Algumas notícias positivasO ministro da Economia da Argentina, Domingo Cavallo, conseguiu chegar a um acordo com os governadores das províncias garantindo os títulos públicos do país com a arrecadação fiscal. Cavallo espera conseguir garantias adicionais do Banco Mundial e do Tesouro norte-americano. Apesar da aposta ousada, o mercado ainda espera o anúncio do conjunto completo de medidas de reestruturação econômica, incluindo os detalhes da operação de troca da dívida de curto prazo do país. Os investidores permanecem céticos, inclusive em relação ao acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), cujas metas são consideradas pouco realistas.Também começam os ajustes nas cotações refletindo as expectativas quanto ao leilão da Cesp Paraná, que já conta com dez empresas cadastradas, incluindo algumas estrangeiras de peso. Prevê-se uma entrada de cerca de US$ 800 milhões, e os analistas já descartam a possibilidade de um embargo judicial à operação, que está marcada para o dia 16, quarta-feira.Nos Estados Unidos, números sobre o pedido de auxílio-desemprego surpreenderam positivamente. Mas, de modo geral, os investidores ressentem-se da demora na retomada de taxas de crescimento mais vigorosas. Espera-se, em função da lenta recuperação econômica, que o Fed - Banco Central norte-americano - reduza os juros básicos, atualmente em 4,5% ao ano, em 0,5 ponto porcentual.Números dos fechamentosO dólar comercial para venda fechou em R$ 2,2580, com queda de 0,13%. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 1,45%%, ainda registrando quedas nos papéis de empresas do setor de energia, por causa do racionamento. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 21,710% ao ano, frente a 21,890% ao ano ontem. O índice Merval da Bolsa de Buenos Aires fechou praticamente estável, em queda de 0,04%. Nos Estados Unidos, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em alta de 0,40%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - fechou em queda de 1,29%. Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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