Mercados: apatia e pessimismo

Hoje foi um dia com baixo volume de transações em função do feriado de ontem. Mas o dia foi pessimista, suscetível a oscilações em função dos poucos negócios. A Argentina deu o tom do pessimismo com declarações ontem do ex-presidente Raúl Alfonsín sugerindo a decretação de uma moratória de dois anos das dívidas do país. O ministro da Economia da Argentina, José Luis Machinea rejeitou prontamente a idéia, mas, dadas as dificuldades econômicas e do país, foi o suficiente para abalar os mercados.Os juros tiveram elevação bastante expressiva hoje. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 18,400% ao ano, frente a 17,840% ao ano ontem. É natural que esses contratos sejam negociados a taxas mais elevadas que a Selic, taxa de juros básica referencial da economia, atualmente em 16,5% ao ano pois ela refere-se a variações diárias e não anuais. Mas uma diferença de quase dois pontos porcentuais não ocorre com freqüência. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda de 1,74%. E o dólar fechou em R$ 1,9430, com alta de 1,04%.Os negócios com o petróleo bruto do tipo Brent para entrega em dezembro fecharam em alta de 0,12% em Londres, a US$ 30,90 por barril. O Dow Jones - Índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em queda de 0,57%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - fechou em alta de 0,66%. O Banco Central Europeu confirmou ter realizado compra no mercado para elevar a cotação do euro. Com isso, o valor da moeda elevou-se, trazendo algum alívio para os mercados internacionais. Um euro mais forte favorece exportações norte-americanas. Mas a variação da moeda, adotada pela maioria dos países da União Européia, não parece ter tido muito impacto no Brasil.

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