Mercados apostam em ação do BCE e custo da dívida da Espanha cai

Os custos de empréstimo de curto prazo da Espanha recuaram em um leilão nesta terça-feira, conforme investidores apostam que o Banco Central Europeu (BCE) vai intervir nos mercados de títulos. Mas a falta de detalhes sobre quando e como o banco central vai agir manteve os rendimentos muito bastante altos.

PAUL DAY, Reuters

21 de agosto de 2012 | 07h30

O Tesouro vendeu 4,5 bilhões de euros de títulos de 12 e 18 meses, no teto da meta de entre 3,5 e 4,5 bilhões de euros, embora a demanda tenha sido mista. O rendimento do papel mais curto caiu para 3,070 por cento ante 3,918 por cento em julho.

"O foco está basicamente na promessa de intervenção do BCE, em conjunto com o (fundo de resgate da zona do euro) EFSF. Os mercados parecem estar dando o benefício da dúvida para esse dinheiro chegando ao mercado, mas ainda falta muito a ser revelado", disse o economista do Deutsche Bank Mark Wall.

O Tesouro não vai vender dívida de prazo mais longo até 6 de setembro, quando o BCE deve dar detalhes dos planos para lidar com a crise da dívida da zona do euro e quando a chanceler alemã Angela Merkel fará uma visita oficial ao primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy.

Os custos da dívida da Espanha permanecem desconfortavelmente altos porque investidores estão receosos diante das incertezas de que Madri precisará ou não pedir um resgate soberano integral. Isso iria testar os atuais fundos da União Europeia e provavelmente transferiria a maior parte da pressão do mercado à economia italiana.

Rajoy abriu a porta para um pedido de ajuda neste mês, mas afirmou que precisa saber primeiro as condições e mais detalhes sobre os planos do BCE para ajudar a aliviar os custos da dívida de economias do sul da Europa.

Nesta terça-feira, o Tesouro vendeu 3,5 bilhões de euros dos títulos de 12 meses, com uma procura de 1,9 vez após 2,2 vezes no mês passado.

Ainda foram vendidos 982 milhões de euros do título de 18 meses, com procura de 4 vezes ante 3,7 vezes em julho. O rendimento caiu para 3,335 por cento, ante 4,242 por cento em julho.

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