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E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Mercados apreensivos com situação argentina

Mais um dia de forte baixa na Bolsa de Buenos Aires e recorde na taxa de risco país. Segundo apurou a correspondente Marina Guimarães, às 13h37, o risco país estava 48 pontos acima do fechamento de ontem e registava 1802 pontos base. Os principais títulos da dívida argentina (FRBs) registram queda de 3,42% em relação aos últimos negócios de ontem e a Bolsa de Nova York acumula queda de 4,03%.Os números são uma mostra contundente da falta de confiança dos investidores na recuperação da economia argentina, que há vários meses vem acumulando dados negativos. Nesta manhã, continuavam os boatos sobre a queda do ministro da Economia, Domingo Cavallo, que, juntamente com o anúncio de queda na arrecadação de impostos, vem deixando os investidores cada vez mais inseguros. A Merrill Lynch recomendou aos seus clientes que mantenham pouca exposição em investimentos na Argentina. (veja mais informações no link abaixo).No Brasil, as incertezas em relação aos rumos da economia argentina deixam os investidores cautelosos, o que gera um aumento na demanda por dólares pressionando as cotações. Para aumentar a oferta de moeda norte-americana aos investidores, o Banco Central realizou dois leilões de títulos cambiais para tentar conter a escalada do dólar. Há pouco a moeda norte-americana era vendida a R$ 2,7360, com alta de 0,51% em relação aos últimos negócios de ontem. As taxas de juros seguem a tendência do dólar. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 24,580% ao ano, frente a 24,350% ao ano ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera com queda de 1,67%.Mercado norte-americanoNos Estados Unidos, os investidores continuam comemorando o pacote de estímulo à economia, que pode chegar a US$ 75 bilhões, com objetivo de tirar o país da rota de recessão. Nem mesmo o aumento no número de novos pedidos de auxílio-desemprego na semana terminada em 29 de setembro, que subiu 71 mil para 528 mil, o mais alto em nove anos, teve grande influência no ânimo dos investidores. O Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - opera com queda de 0,12%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - registra alta de 2,08%.

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