Mercados: Argentina é o centro das atenções

A renúncia de José Luis Machinea, então ministro da economia da Argentina, na sexta-feira, não provocou reações no mercado, já que o anúncio foi feito depois do fechamento dos negócios. A expectativa é que os investidores demonstrem alguma reação hoje. Segundo apurou o correspondente Vladimir Goitia, o presidente Fernando de la Rúa, após indicar o nome de Ricardo López Murphy como novo ministro da Economia, afirmou que espera que "os mercados ratifiquem a sua confiança quando abrirem hoje". Em sua primeira entrevista coletiva ontem, Murphy reafirmou a política cambial do país - paridade com o dólar - e a intenção do governo de cumprir as metas estabelecidas com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Analistas consideram que, mais do que isso, o novo ministro precisa tomar decisões que façam a Argentina voltar à rota de crescimento econômico. Só assim o país vizinho deixará de ser um ponto de instabilidade no cenário internacional. No Brasil, os investidores dão sinais de que aprovaram a troca ministerial na Argentina. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em alta de 0,58%. O dólar comercial está cotado a R$ 2,0270 na ponta de venda dos negócios - queda de 0,12% em relação aos últimos negócios de sexta-feira. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 16,120% ao ano, frente a 16,140% ao ano ontem.Estados UnidosA preocupação dos analistas com o ritmo do desaquecimento da economia norte-americana deve ficar em segundo plano. Hoje será anunciado o indicador de atividade no setor não-industrial referente ao mês de fevereiro pela Associação Nacional dos Gerentes de Compras dos EUA (NAPM). Amanhã sai o índice de produtividade industrial referente ao quarto trimestre do ano passado e o relatório semanal Redbook, sobre o desempenho do comércio varejista. Esses dados, e outros que serão divulgados durante a semana, devem sinalizar a tendência para os juros norte-americanos. A aposta maior continua sendo de redução de 0,5 ponto porcentual na próxima reunião do banco central norte-americano (FED), em 20 de março.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.