Mercados: Argentina traz pessimismo

A euforia de ontem cedeu lugar a novas quedas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e altas nos juros e no dólar. Mesmo com as altas nas bolsas norte-americanas, os mercados reverteram os ganhos de ontem. O principal motivo foi a renúncia de Fernando de Santibañez, secretário de inteligência do governo argentino, que também foi indiciado por suborno de senadores, desvio de dinheiro e formação de caixa 2.Os desdobramentos da crise política na Argentina têm efeito direto nos mercados, com queda nos títulos públicos, e também no Brasil. E a frágil situação econômica argentina agrava esses efeitos. Se isso não bastasse, a crise no Oriente Médio voltou a se agravar, o que pressionou os preços do petróleo. Em Londres, os negócios com o petróleo bruto do tipo Brent para entrega em dezembro fecharam em queda de 0,88%, a US$ 31,62 por barril.Nos Estados Unidos, o Dow Jones - Índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em alta de 0,82%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York -, que fechou em alta de 1,87%. A Bovespa fechou em queda de 2,13%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 17,460% ao ano, frente a 17,280% ao ano ontem. E o dólar fechou em R$ 1,8860, com alta de 0,48%.

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