Mercados: ata do Copom não traz novidades

O mercado financeiro não foi surpreendido pelas informações contidas na ata referente à última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), há pouco divulgada. Apenas reafirmando o que já havia tratado o relatório de inflação, divulgado ontem, o Banco Central (BC) continuará conduzindo a política monetária de maneira conservadora, por conta da pressão sobre a inflação com o reajuste dos preços administrados e do petróleo.De acordo com a ata, diante das projeções para a inflação, há espaço para queda de juro, mas de maneira bastante gradual e lenta. "O efeito secundário sobre a inflação dos aumentos de preços administrados por contrato e monitorados e a incerteza que ainda prevalece sobre a velocidade da queda dos preços livres recomendam uma trajetória cautelosa na condução da política monetária", justificam os diretores BC.As projeções feitas pelos diretores indicam reajustes dos preços administrados por contrato e monitorados de 6,8% para 2002 e 4,5% para 2003, com contribuição direta de 2,1 pontos porcentuais e 1,4 pontos porcentuais para o IPCA, respectivamente. Essa pressão sobre a inflação acaba tornando a convergência da inflação às suas metas "mais lenta e custosa", segundo análise feita pelos diretores do BC.Sem novidades importantes, as apostas do mercado devem ser de que, nos próximos meses, a Selic deve seguir o ritmo de queda de 0,25 ponto a cada reunião. Hoje, por ser véspera de feriado, é provável que o volume de negócios fique restrita e haja pouco espaço para oscilações fortes. O mercado seguirá, no entanto, bastante atento ao noticiário político e também de olho na inflação e no preço do petróleo.Números do mercadoHá pouco, o dólar comercial estava cotado a R$ 2,3230, em queda de 0,04% em relação aos últimos negócios de ontem. No mercado de juros, os contratos de DI futuro com vencimento em outubro, negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), pagam juros de 18,200% ao ano frente a 18,250% negociados ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera com alta de 0,18%.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.