Mercados atentos à Argentina

A preocupação com os rumos da economia argentina é cada vez maior. Depois de um dia de forte instabilidade no mercado financeiro ontem, em função das últimas notícias na Argentina (veja mais informações no link abaixo), o desempenho dos negócios hoje deve seguir um clima de cautela até que o cenário seja mais claro. Logo mais, o ministro da Economia, Domingo Cavallo, dará uma entrevista coletiva explicando melhor a proposta de conversão do peso argentino ao euro e ao dólar.Depois de abrir cotado a R$ 2,2010 na ponta de venda dos negócios, o dólar comercial recuou um pouco e é vendido a R$ 2,1860, registrando uma queda de 0,46% em relação às últimas operações de ontem. No mercado de juros, os contratos de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 21,100% ao ano, frente a 21,400% ao ano registrados ontem. Já a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em alta de 0,34%.Outra notícia importante no mercado internacional hoje pela manhã foi a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) norte-americano. O resultado revelou um crescimento de 0,1% em março - a menor variação em sete meses - e ficou dentro do esperado pelos analistas. Apesar de ser um resultado favorável, indicando que a inflação nos Estados Unidos está controlada, o resultado do CPI deve ter pouca influência na tendência de juros no Brasil. Inflação controlada nos EUA abre espaço para mais um corte de juros norte-americano. Nesse cenário, as taxas de juros no Brasil também poderiam recuar. Mas, em função das incertezas em relação à Argentina, essa decisão não deve se confirmar. O Comitê de Política Monetária (Copom) reúne-se hoje e amanhã para reavaliar a taxa básica de juros (Selic), que está em 15,95% ao ano, e é praticamente certa uma nova alta de juros. As apostas concentram-se em uma elevação de 0,5 a 1 ponto porcentual.Veja no link abaixo mais informações sobre a atual situação na Argentina e como escolher o melhor investimento.

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