Mercados atentos à Argentina e aos EUA

Mais uma vez os investidores esperam por um acordo hoje entre o presidente argentino Fernando De la Rúa e os governadores de oposição sobre o repasse de recursos. Na semana passada, De la Rúa já havia conseguido chegar a um entendimento com as províncias da Aliança. Em troca de um corte no repasse de recursos, o presidente argentino prometeu que tentará negociar junto aos bancos taxas de juros mais baixas para as dívidas das províncias. Mas De la Rúa já avisou que, com ou sem este acordo, o governo federal reduzirá o volume de recursos. Hoje é feriado nos Estados Unidos, mas o mercado de ações vai operar normalmente. Ontem fez dois meses dos atentados terroristas a Nova York e Washington. A economia do país ainda dá sinais de forte desaquecimento, apesar do corte de juros de 1,5 ponto porcentual promovido após os atentados. Atualmente os juros norte-americanos estão em 2,0% ao ano e o juro real já é considerado negativo ou muito próximo de zero, o que representa um forte incentivo ao consumo e reaquecimento da economia. Na sexta-feira, será divulgada a inflação ao consumidor referente ao mês de outubro e alguns analistas já apostam em um resultado negativo, ou seja, uma deflação - queda na média de preços.Inflação internaFoi divulgada no início desta manhã a inflação calculada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), referente à primeira quadrissemana. O resultado ficou em 0,85%, acima do índice fechado de outubro, de 0,74%. A alta da inflação tem sido, em grande parte, resultado da alta do dólar. Com as cotações da moeda norte-americana mais acomodadas nos últimos dias, espera-se que esta pressão seja reduzida. Mas, com a alta da inflação e as incertezas em relação ao cenário externo - Argentina, economia norte-americana e conflitos na Ásia Central - a expectativa é de que a Selic, a taxa básica de juros, permaneça em 19% ao ano na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).Veja os números do mercado financeiroO dólar comercial para venda está cotado em R$ 2,5450, com alta de 0,24% em relação aos últimos negócios de sexta-feira. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 20,610% ao ano, estáveis em relação a sexta-feira. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera com queda de 0,28%.Não deixe de ver no link abaixo as perspectivas para a semana no mercado financeiro e as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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