Mercados atentos à Argentina e Copom

Os mercados abriram com tranqüilidade nesta segunda-feira, mas o clima de cautela permanece. O dólar comercial iniciou o dia cotado a R$ 2,5150 às 11h23 era vendido a R$ 2,5180, com baixa de 0,40% em relação aos últimos negócios de sexta-feira. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera com alta de 1,31%. No mercado de juros, os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 20,190% ao ano, frente a 20,520% ao ano registrados na sexta-feira.Na Argentina, a situação é cada vez mais crítica. Os mercados podem ter alguma reação negativa hoje influenciados pelas notícias do país vizinho que tenta iniciar hoje a operação de troca dos títulos em poder dos bancos e fundos de pensão que pagam juros anuais de 11% a 15% por papéis com juros de 7% ao ano. Mas, sem garantias internacionais, a operação corre o risco de não atingir o resultado esperado. Além disso, o ministro da Economia, Domingo Cavallo, não conseguiu o adiantamento de recursos do Fundo Monetário Internacional (FMI), que seriam usados para o pagamento de dívidas ainda neste mês.O preço do barril do petróleo continua em queda no mercado internacional. Há pouco, o barril do tipo brent estava cotado a US$ 17,82. A queda do preço do petróleo - que no mês de novembro até sexta-feira acumula uma baixa de 15,70% - aliada ao recuo das cotações do dólar abrem a possibilidade de que o Comitê de Política Monetária (Copom) reduza a Selic, a taxa básica de juros da economia, na próxima reunião, que começa amanhã e termina na quarta-feira.Mas, para a maioria dos analistas, o Comitê deve adotar uma política mais conservadora, já que há muitas incertezas no cenário internacional - rumos da economia argentina e ritmo da atividade econômica norte-americana - que, caso apresentem fatos novos negativos, podem provocar nova pressão de alta sobre o dólar (veja mais informações no link abaixo).A política monetária no Brasil tem como principal objetivo o controle da inflação. Nos últimos meses, a alta do dólar foi repassada, em parte, para os preços, pressionando os índices de inflação. Neste cenário, o Banco Central (BC) deixou as taxas de juros em patamares elevados. Hoje, a taxa Selic está em 19% ao ano.Não deixe de ver no link abaixo as perspectivas para a semana no mercado financeiro e as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.