Mercados atentos à Argentina e Estados Unidos

O mercado financeiro abriu em compasso de espera por novos fatos internacionais. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em queda de 0,43%. O dólar comercial está cotado a R$ 2,1270 na ponta de venda dos negócios - queda de 0,37% em relação aos últimos negócios de ontem. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 19,320% ao ano, frente a 19,430% ao ano ontem. Ontem, o mercado financeiro reagiu bem à aprovação de parte dos poderes especiais concedidos ao ministro da Economia da Argentina, Domingo Cavallo. Hoje, essas medidas serão avaliadas pelo Senado e a expectativa é que sejam transformadas em lei. Porém, algumas limitações foram impostas, principalmente em relação às medidas que reduzem gastos públicos e aumentam a arrecadação de impostos, como a demissão de funcionários públicos durante um ano; privatização de empresas estatais remanescentes e mudança de subsídios às províncias. Segundo relatório do Lloyds TSB, diante das medidas já aprovadas, o país tem chance de entrar em um período de menor instabilidade. Os investidores darão um voto de confiança - de três ou quatro meses - para checar o resultado das medidas propostas. Isso significa que o risco de mais instabilidade no cenário internacional, especificamente em relação à Argentina, não está afastado. Hoje a Argentina passa por um importante teste. Serão leiloadas US$ 350 milhões de Letras do Tesouro (Letes) com prazo de 91 dias. A expectativa é que a taxa paga pelos papéis fique entre 13% e 14%. Estados UnidosNesse momento, o presidente do banco central dos Estados Unidos (Fed), Alan Greenspan, realiza seu discurso na Associação Nacional dos Economistas de Empresas, em Washington. A expectativa é que o executivo sinalize sobre a possibilidade de uma reunião extraordinária para um novo corte de juros, antes da próxima, marcada para 15 de maio. No último encontro, a decisão foi por uma redução de 0,5 ponto porcentual. Com isso, os juros norte-americanos passaram de 5,5% para 5% ao ano. O mercado financeiro aguardava uma redução mais agressiva, de 0,75 ponto porcentual. Outra divulgação importante nos EUA hoje é o Índice de Confiança do Consumidor. Leilão da Copene fracassaInternamente, o leilão da Copene fracassou mais uma vez. O motivo, hoje, foi a falta de compradores. Na última tentativa de venda da Copene, o valor das ofertas não atingiu o preço mínimo. O preço das ações da companhia estão reagindo mal. As ações preferenciais tipo A (PNA, sem direito a voto) acusam queda de 4,75%, cotadas a R$ 601,00 o lote de mil, mas com apenas três negócios.

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