Mercados atentos à Argentina e Estados Unidos

Menos otimismo e mais cautela. Assim o mercado financeiro vem operando depois da mudança de perspectivas para as taxas de juros, em função da pressão de alta sobre os índices de inflação (veja mais informações no link abaixo). Mas permanecem as boas perspectivas em relação aos fundamentos da economia brasileira no próximo ano, principalmente com o equilíbrio das contas externas.Na Argentina, a situação agrava-se a cada dia. Segundo apurou a correspondente Marina Guimarães, o secretário geral da Presidência, Nicolás Gallo, desmentiu que o governo esteja recebendo pressão do Fundo Monetário Internacional (FMI) para abandonar o regime de conversibilidade. Mas o fato é que, até agora, o FMI ainda não se pronunciou sobre a liberação antecipada da parcela de US$ 1,260 bilhão prevista para dezembro e, sem estes recursos, não há como pagar dívidas que vencem ainda neste mês.O dólar comercial iniciou o dia em alta e há pouco estava cotado a R$ 2,4810 na ponta de venda dos negócios, com alta de 0,36% em relação aos últimos negócios de ontem. No mercado de juros, os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 20,900% ao ano, frente a 20,500% ao ano ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera com queda de 0,97%.Economia norte-americanaHoje, às 17h (horário de Brasília), o Banco Central dos Estados Unidos (Fed) divulgará o "livro bege", sumário sobre as condições da economia norte-americana. Estes dados serão usados como base para reavaliação das taxas de juros norte-americanas, em reunião a ser realizada pelo Fed, em 11 de dezembro. Atualmente, a taxa está em 2,0% ao ano e, desde os atentados terroristas em 11 de setembro, o Fed já reduziu a taxa em 1,5 ponto porcentual - de 3,5% ao ano para o patamar atual. Espera-se que o impacto desta forte redução dos juros seja percebida no segundo trimestre de 2002, quando a economia norte-americano poderá apresentar sinais de reaquecimento. Mas isso também é motivo de incertezas. Este cenário depende de uma melhora no índice de confiança do consumidor, o qual vem permanecendo em patamares muito baixos. Ontem foi divulgado o índice referente ao mês de novembro, em 82,2, abaixo do índice de outubro, que ficou em 85,3. O nível de novembro é o menor desde fevereiro de 1994. Segundo a agência de pesquisas Conference Board, o medo do desemprego é o principal motivo para a queda do índice. Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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