Mercados atentos à economia argentina

A situação argentina continua guiando o ritmo dos negócios no mercado financeiro. Um desfecho rápido para a crise é a maior expectativa dos analistas, sendo que a reestruturação da dívida é a única saída visualizada. A primeira proposta é de que os bancos, que têm papéis argentinos, concedam um abatimento de parte da dívida do governo, de cerca de 30%. Essa alternativa, aliada a uma possível ajuda financeira por parte dos Estados Unidos, anunciada informalmente ontem pelo presidente norte-americano, George Bush, poderia até propiciar uma retomada positiva dos negócios no mercado financeiro no Brasil, com alta das ações e queda das cotações do dólar. Mas, como o cenário ainda é muito incerto, não há nenhuma certeza de que a calma parcial vivida pelo mercado durante a manhã seja definitiva. No início da tarde, a cotação do dólar estava em R$ 2,2580 na ponta de venda dos negócios - alta de 1,03% em relação aos últimos negócios de sexta-feira. Durante a manhã, chegou à cotação máxima de R$ 2,2800. A Bolsa de Valores opera em queda de 0,53%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 23,300% ao ano, frente a 23,000% ao ano registrados na sexta-feira.Dicas de investimento Analistas recomendam cautela para quem tem dinheiro a investir no curto prazo. Em períodos mais longos, o investidor terá que avaliar a tolerância que tem ao risco. Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

Agencia Estado,

23 de abril de 2001 | 15h05

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