Mercados atentos à inflação

Apesar de todos os fatores de incerteza nos mercados ao longo das duas últimas semanas, como juros nos EUA, preço do petróleo, dificuldades na Argentina e julgamento da correção das contas de FGTS, foram as apreensões com a inflação brasileira que predominaram. A reunião do Copom da última quarta-feira, cuja ata será divulgada dia 31, ressaltou a vigilância do governo em relação aos próximos índices. As projeções do próprio secretário de política econômica, Sérgio Werlang, apontam para uma taxa anual ligeiramente acima da meta de 6%. A grande dúvida de todos é se as fortes altas da inflação em julho e agosto foram um episódio esporádico ou se representam uma tendência que perdurará, mesmo que apenas parcialmente. A alta dos combustíveis e entressafra agrícola já tornava previsível o aumento da inflação, mas os índices foram mais altos que o previsto. Juros sobem mais um pouco, ajustando-se à SelicE analistas já revêem suas previsões para a taxa básica de referência da economia, a Selic, para cerca de 16% ao ano até o final de 2000. Atualmente, ela está em 16,5% ao ano. Hoje, os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam pagando juros de 17,063% ao ano.Bolsa em alta, seguindo tendência de longo prazo da economiaA Bovespa - Bolsa de Valores de São Paulo - fechou em alta de 1,92%, em linha com as boas perspectivas da economia brasileira no longo prazo, baseado em juros decrescentes e crescimento econômico com inflação baixa. As bolsas dos Estados Unidos também ajudaram um pouco. O Dow Jones - Índice que mede as ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - continua subindo, fechando em alta de 0,09%. A Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - fechou em queda de 0,26%.Dólar continua em altaO dólar fechou em R$ 1,8240, com alta de 0,16%. Analistas afirmam que a queda da moeda norte-americana verificada em julho foi muito acentuada pela percepção do bom momento da economia brasileira, atraindo um volume muito grande de investimentos diretos. A recuperação das cotações já era esperada e está ocorrendo gradualmente.

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