Mercados atentos à inflação e Estados Unidos

A divulgação de mais um índice de inflação no Brasil e a reavaliação da taxa básica de juros nos Estados Unidos devem concentrar a atenção dos investidores nesta quarta-feira. Os dois números serão divulgados hoje, por volta de 17h, após o fechamento dos mercados internos. Além disso, o comportamento das bolsas de Nova York, que ontem foi afetado de forma negativa pela desconfiança dos investidores sobre o balanço de empresas, também pode influenciar os negócios no Brasil.O dólar comercial abriu cotado a R$ 2,4410 na ponta de venda dos negócios e às 11h13 estava em R$ 2,4380, mesmo patamar registrado ontem nos últimos negócios do dia. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera com leve alta de 0,03%. Os contratos de swap (troca) de títulos prefixados por pós-fixados com período de um ano pagam juros de 20,33% ao ano, frente a 20,32% ao ano ontem. Em relação à inflação, os analistas esperam um resultado para o Índice Geral dos Preços do Mercado (IGPM-) entre 0,10% e 0,45%. Este é o primeiro índice fechado do mês de janeiro. Os índices de inflação têm sido observados com atenção pelos analistas, pois a definição das taxas de juros toma por base o cumprimento das metas de inflação. Em 2002, a meta é de 3,5% ao ano, com possibilidade de alta ou baixa de dois pontos porcentuais. Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), a Selic - a taxa básica de juros da economia - ficou em 19% ao ano. Ao final da reunião, a lentidão na queda dos índices de inflação foi apontada pelo Comitê como o principal motivo para a manutenção dos juros. Amanhã, será divulgada a ata da reunião, que deve detalhar os motivos para a decisão do Copom. Para os juros dos Estados Unidos, que estão atualmente em 1,75% ao ano, a expectativa do mercado divide-se em manutenção da taxa neste patamar ou uma nova redução de 0,25%. As últimas decisões do Banco Central norte-americano (Fed) foram extremamente agressivas no sentido de redução dos juros para o reaquecimento da economia do país. Desde o dia 11 de setembro, a taxa foi reduzida pela metade - estava em 3,5% ao ano no início de setembro. Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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