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E-Investidor: Itaúsa, Petrobras e Via Varejo são as ações queridinhas do brasileiro

Mercados atentos à política, CPMF e inflação

Nesta quinta-feira, os investidores continuarão acompanhando de perto o encaminhamento do processo eleitoral. A expectativa fica por conta do resultado de uma nova pesquisa eleitoral, que será anunciado no próximo final de semana. A apuração realizada pelo Instituto Toledo & Associados a pedido da Três Editorial/ Revista IstoÉ aconteceu entre os dias 1º e 8 de maio e deve trazer o impacto das suspeitas de pagamento de propina ao ex-diretor do Banco do Brasil, Ricardo Sérgio de Oliveira, no processo de privatização da Companhia Vale do Rio Doce.O grande temor dos investidores neste momento é que este caso provoque uma queda nas intenções de voto para o pré-candidato pelo PSDB, José Serra. Isso porque Oliveira foi tesoureiro na campanha de Serra ao Senado em 1994. Caso este cenário se confirme, os investidores podem reagir de forma negativa, tanto no mercado interno quanto externo. Atraso com CPMF também preocupa investidorO agravamento do cenário político traz outro fator preocupante para os mercados: o atraso na votação da emenda constitucional que prorroga a cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). A emenda passou pela Câmara dos Deputados e agora está em fase de tramitação no Senado Federal. O que se teme é que o PFL, após o rompimento com o PSDB e sem um acordo sobre um candidato comum à presidência da República pelos dois partidos, deixe de apoiar o governo também na votação da CPMF ou crie dificuldades para que esta decisão seja tomada rapidamente. O fato é que, a partir do dia 17 de junho, sem esta decisão, a CPMF deixa de ser arrecadada, provocando uma queda na arrecadação em torno de R$ 400 milhões semanais. Vale lembrar que, por lei, a decisão de manutenção da cobrança da CPMF, caso seja aprovada, terá validade apenas após 90 dias da data da decisão. Ou seja, se a emenda que prorroga a CPMF fosse aprovada hoje, a Receita Federal já estaria acumulando um prejuízo em torno de R$ 5 bilhões. O governo já anunciou que pretende encontrar uma maneira para reduzir este prazo (veja mais informações nos links abaixo)Reações nos mercadosO cenário político será o principal fator de influência sobre os mercados nas próximas semanas. Porém, no dia-a-dia dos negócios, fatos pontuais poderão influenciar o humor dos investidores. Exemplo disso aconteceu ontem quando, na ausência de novidades no cenário político, o comportamento positivo dos mercados norte-americanos provocou a reversão de parte das perdas apresentada pelos negócios no Brasil nos últimos dias (vejaos números de fechamento dos mercados ontem no link abaixo).Nestes últimos dias da semana, o comportamento da inflação poderá voltar a mexer com o comportamento dos mercados, principalmente para as operações com taxas de juros. Isso porque a política monetária é definida pelo cumprimenta da meta de inflação. Ou seja, em uma análise isolada, se a inflação recua, os juros também podem cair. A meta de inflação para 2002 é de 3,5%, com margem de tolerância de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo. Amanhã, os investidores estarão atentos à divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) referente a abril pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este Índice é usado como referência para a meta de inflação.

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