Mercados atentos à política e inflação

O mercado financeiro começa esta terça-feira atento ao desenrolar da crise entre o PFL e o PSDB. Hoje deve ser um dia decisivo para que os investidores tenham uma idéia mais clara de como fica a base governista. Isso porque deve ser iniciado o processo de votação em segundo turno da emenda que prorroga a cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até 2004.Segundo apuração da editora Márcia Pinheiro, o assunto preocupa os investidores muito mais pela relevância em relação à nova postura do PFL do que pela perda da arrecadação. Isso porque, no caso da arrecadação, o governo teria como compensar esta perda. A elevação emergencial do Imposto sobre Operações de Crédito seria uma destas formas. Já o posicionamento do PFL pode significar de fato o rompimento da base governista. Isso vai de encontro às informações apuradas nos bastidores da política, que revelam negociações entre representantes de alto escalão dos dois partidos para que haja o apoio mútuo entre os partidos em um segundo turno das eleições. Vale destacar que crescem as expectativas dos investidores em relação ao efeito desta crise nas intenções de voto dos eleitores. No próximo final de semana serão divulgados os resultados da primeira pesquisa realizada após o escândalo Lunus - empresa de propriedade da governadora e pré-candidata à Presidência, Rosena Sarney, que foi invadida pela Polícia Federal no dia 1º de março.Inflação e jurosO mercado aguarda a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) referente ao mês de fevereiro, hoje às 9h30. Segundo o repórter Francisco Carlos de Assis, a expectativa de economistas é de que o índice apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registre uma alta entre 0,30% e 0,45%. Em janeiro, o IPCA registrou uma alta de 0,52%. O IPCA é usado como referência para a meta de inflação, que neste ano é de 3,5%, com possibilidade de alta ou baixa de dois pontos porcentuais. Os índices de inflação, principalmente o IPCA, têm atraído a atenção dos investidores, dado que a política monetária do governo é guiada pelo cumprimento da meta de inflação. Neste ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) já reduziu a Selic, a taxa básica de juros da economia, de 19% ao ano para 18,75% ao ano. A próxima reunião do Copom acontece nos dias 19 e 20 de março e há analistas que acreditam em mais uma redução da taxa de juros.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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