Mercados atentos à política, inflação e EUA

A instabilidade na base governista do presidente Fernando Henrique Cardoso deverá continuar em pauta no mercado financeiro nesta terça-feira. A invasão da Polícia Federal a uma empresa de propriedade da governadora do Maranhão e pré-candidata à presidência da República, Roseana Sarney, e de seu marido, Jorge Murad, foi o motivo para a crise entre o PSDB e o PFL (veja mais informações nos links abaixo).Apesar de não ter tido impacto relevante nos mercados ontem, analistas não descartam um período de instabilidade em função do problema. Isso porque esta crise pode trazer incertezas maiores tanto para o processo eleitoral quanto para questões mais atuais, como a votação em segundo turno da emenda constitucional que prorroga a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até 31 de dezembro e estabelece a isenção para os negócios realizados na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Os editores João Domingos e Rosa Costa apuraram que o próprio presidente Fernando Henrique assumiu a frente das negociações para assegurar os votos do PFL à questão, que será votada hoje à noite (veja mais informações no link abaixo).No processo eleitoral, o que pesa é a forma como o eleitor avaliará os fatos. Um enfraquecimento da candidatura de Roseana ou do candidato governista, José Serra, são conseqüências indesejáveis, segundo os analistas. Principalmente se vierem acrescidas de um fortalecimento de candidaturas de oposição. O fato é que, quanto maiores as incertezas em relação ao futuro governo e ao seu plano econômico, maiores as chances de instabilidade nos mercados brasileiros.Investidores aguardam números de inflação no BrasilEnquanto observam com atenção o desenrolar dos fatos na cena política, os investidores aguardam a divulgação de novos números sobre a inflação. Amanhã, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) anuncia o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) referente ao mês de fevereiro. Neste mesmo dia, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulga o Índice Geral dos Preços do Mercado (IGP-M) referente à primeira semana de março.Os índices de inflação têm permanecido no foco de atenções dos investidores, dado que a política monetária tem sido guiada pelo cumprimento das metas de inflação. Neste ano, o Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) - usado como referência para a meta de inflação - precisa ficar entre 1,5% e 5,5%, segundo a política de metas de inflação. Em entrevista publicada no jornal O Estado de S. Paulo no domingo, o presidente do Banco Central (BC), Armínio Fraga, reafirmou que há espaço para novas reduções das taxas de juros e que a expectativa da instituição para a inflação neste ano é de um resultado entre 4,0% e 4,5% - ou seja, dentro dos limites da meta de inflação (veja a íntegra da entrevista no link abaixo).Bolsas norte-americanas influenciam mercados brasileirosAs bolsa de Nova York devem continuar influenciando os negócios no Brasil, principalmente na Bovespa. Independentemente dos sinais claros de reaquecimento da economia do país, analistas consideram, que as ações das empresas norte-americanas estão muito caras, o que abre espaço para um novo movimento de queda. O fato é que nos últimos dias as bolsas dos EUA têm registrado resultados positivos, influenciando os mercados no Brasil. A expectativa é que esta influência se mantenha nos próximos dias.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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