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E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Mercados atentos a várias crises

O que não falta aos mercados são crises. Os focos de instabilidade são muitos, mantendo os investidores muito cautelosos. Os destaques são para o racionamento de energia, a crise política em Brasília, as já conhecidas incertezas que rondam a economia argentina e até a prolongada desaceleração da economia norte-americana.Os economistas discordam sobre o tamanho do impacto do racionamento de energia elétrica na economia brasileira, mas o consenso é que ele será significativo. Para os mercados, isso significa resultados piores nos balanços das empresas e conseqüentemente queda nos valores das ações. Os papéis do setor elétrico foram os primeiros a cair ontem. A imagem do Brasil, que tem sido, nos últimos anos, um dos principais destinos do investimento direto estrangeiro, pode sair arranhada. Na semana passada, vários executivos de companhias com interesses no Brasil já manifestaram abertamente seu repúdio à falta de eletricidade, um item básico da infra-estrutura que demora e custa caro para ser recuperado. Como o Brasil financia os enormes déficits da conta corrente do balanço de pagamentos (que inclui juros da dívida externa) com a entrada maciça desses recursos, teme-se que a notícia da falta de energia intensifique a queda na entrada de dólares, já esperada para os próximos anos. As conseqüências de longo prazo seriam perversas. Crise política ganha novos contornosOntem, os presidentes da Câmara e do Senado, Deputado Aécio Neves (PSDB-MG) e Senador Jader Barbalho (PMDB-PA), anunciaram o recebimento de requerimento para instauração de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as denúncias de corrupção envolvendo o Executivo federal. O governo ainda tenta reverter a CPI, mas poucos acreditam no sucesso da empreitada. O momento é de fazer arranjos políticos e manobras de ambas as partes, para acelerar ou atrasar o processo, de acordo com os interesses de cada grupo. Mas a base aliada está rachada depois de meses de crise resultante das disputas entre os Senadores Jader Barbalho e Antonio Carlos Magalhães e a CPI deve acirrar ainda mais os ânimos. Além disso, a impopularidade do racionamento de energia aumenta a pressão contra o governo.Para o mercado, crescem as preocupações com a estabilidade institucional. A crise pode afetar o presidente da República, e a renúncia do ministro da Integração Regional, Fernando Bezerra, pode ser visto como uma indicação das dificuldades à frente. Certo é que as investigações devem dificultar muito, se não paralisarem completamente, as atividades legislativas em 2001. Como 2002 é ano de sucessão estadual e federal, a agenda do governo Fernando Henrique para esse último ano e meio de mandato está muito comprometida. Situação argentina segue incertaNão houve divulgação de nenhum fato novo na Argentina. Os mercados aguardam os detalhes do refinanciamento da dívida de curto prazo do país com bancos estrangeiros. Os investidores só poderão retomar a confiança se surgir um pacote de medidas realistas e bem coordenadas que garantam a retomada econômica do país, que está há 34 meses em recessão. Até agora foram divulgadas medidas protelatórias e falou-se muito na boa intenção da equipe econômica, mas a impaciência cresce, o que se reflete na alta dos juros no mercado em Buenos Aires.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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