Mercados atentos ao cenário externo e Copom

A decisão do Comitê de Política Econômica (Copom), que será divulgada hoje no final da tarde, sobre a reavaliação mensal da taxa básica de juros - Selic - deve atrair a atenção dos investidores ao longo do dia. A maior parte dos analistas acredita em manutenção da taxa em 15,25% ao ano. Caso esse resultado se confirme, os mercados financeiros não devem apresentar reações. Porém, a colocação de um viés de alta, o que abre a possibilidade de elevação da taxa antes da próxima reunião do Copom, em 17 e 18 de abril, pode deixar as taxas de juros futuros instáveis, criando um nervosismo maior nesse mercado. No início da manhã, os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 17,680% ao ano, frente a 17,600% ao ano registrados ontem.ArgentinaO dólar comercial abriu em alta e há pouco estava cotado a R$ 2,0980 na ponta de venda dos negócios - alta de 0,62% em relação aos últimos negócios dessa terça-feira. A troca do ministro da economia argentino e o leilão de títulos cambiais realizado pelo Banco Central (BC) deixaram as cotações em queda ontem. Porém, a situação argentina é muito complicada, na opinião de analistas, o que deixa os investidores inseguros. Isso pode provocar um aumento da procura por dólares, como forma de hedge, ou seja, segurança. Os investidores estão atentos às novas medidas que devem ser anunciadas pelo ministro Domingo Cavallo. A expectativa é que ele promova uma redução de impostos para empresas, o que favorece a retomada do crescimento econômico, mas, por outro lado, estruture medidas de corte de gastos públicos para que o déficit do país seja reduzido. Cavallo já anunciou que precisa de poderes especiais para implantar as medidas. Estados UnidosDepois da queda de 0,5 ponto porcentual na taxa de juros nos Estados Unidos, anunciada ontem pelo Banco Central do país (Fed), a novidade no mercado norte-americano é a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) referente ao mês de fevereiro. O resultado revelou uma alta de 0,3%, ficando acima do esperado - alta de 0,2%. Ontem as bolsa de Nova York reagiram mal à decisão do Fed. Os investidores avaliaram que o Banco Central norte-americano deveria ter sido mais agressivo e reduzido os juros em 0,75 ponto porcentual. A divulgação de um índice inflacionário mais alto do que o esperado pode sinalizar aos investidores que a decisão do Fed foi, de fato, a mais correta, o que pode provocar um dia menos tenso nas bolsas de Nova York. No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) vem operando no terreno positivo desde o início da manhã e há pouco, estava em alta de 0,97%.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.