Mercados atentos ao cenário político e reunião do Copom

Hoje foi feriado nos Estados Unidos, Dia do Presidente, e o mercado financeiro operou sem a referência dos papéis de empresas brasileiras negociados no exterior e dos títulos da dívida externa brasileira. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda de 1,51%, em 22.189 pontos, e o volume financeiro somou R$ 1,572 bilhão, alavancado pelo exercício de opções ? operações no mercado futuro na Bolsa ? que somou R$ 782,158 milhões deste total. A queda da Bolsa, segundo operadores, não foi atribuída ao esboço de crise política que foi gerado depois da denúncia envolvendo um ex-assessor do ministro José Dirceu. Mas o fato é que os investidores estão atentos e, por ora, o mercado financeiro não acredita em instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigação do caso.O mercado de juros deixou um pouco de lado o noticiário político e focou novamente as atenções na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que começa amanhã e termina na quarta-feira. Enquanto o Congresso discute a questào, os juros futuros fazem os últimos ajustes nas apostas para o Copom, que parecem consolidar-se mesmo na idéia de manutenção da Selic, a taxa básica de juros da economia, em 16,5% ao ano.Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), os contratos com taxas pós-fixadas (DIs), com vencimento em janeiro, encerraram o dia com juros de 15,33% ao ano, frente a 15,42% ao ano registrados ontem. O contrato com vencimento em julho pagou taxa de 15,69% ao ano, frente a 15,80% ao ano registrado no final da semana passada.O dólar comercial fechou em alta de 0,07% em relação aos últimos negócios de sexta-feira, cotado a R$ 2,9080 na ponta de venda das operações. A moeda norte-americana iniciou o dia no patamar de R$ 2,9100 e oscilou entre a máxima de R$ 2,9170 e a mínima de R$ 2,9010. Com o resultado de hoje, o dólar registra queda de 0,82% em fevereiro e aponta alta de 0,17% no ano.

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