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Mercados atentos ao dólar e à decisão do Fed

O mercado financeiro começa o dia atento à tendência para o dólar e à decisão do Banco Central dos Estados Unidos (Fed), que deve decidir por uma elevação da taxa de juros. Atualmente os juros estão em 4% e as apostas dividem-se entre um corte de 0,5 ou 0,25 ponto porcentual. O Fed vem mantendo a estratégia de reduzir os juros com o objetivo de evitar um desaquecimento muito forte da economia, ao mesmo tempo em que monitora o controle da inflação. Os analistas têm sido muito pessimistas em relação a este cenário e acreditam que ainda há risco de recessão no país.Em relação ao movimento da moeda norte-americana, os investidores esperam por uma nova atuação do Banco Central (BC), caso as cotações voltem a subir. No curto prazo, esta estratégia deve dar certo, segundo os analistas. Mas, no médio e longo prazo, pesam as incertezas em relação ao racionamento de energia, à crise na Argentina e ao processo eleitoral em 2002, que podem deixar os investidores muito inseguros e provocar uma nova pressão de alta sobre a moeda norte-americana.O dólar comercial abriu cotado a R$ 2,3300 na ponta de venda dos negócios, com alta de 0,13%. Há pouco era vendido a R$ 2,3360, registrando alta de 0,39%. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera com alta de 0,79% e, no mercado de juros, os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 22,100% ao ano, frente a 22,150% ao ano ontem.Inflação e juros No início da manhã, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) divulgou o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) referente à 3ª quadrissemana. A alta foi de 0,95% e ficou dentro do esperado pelos analistas, que aguardavam um número entre 0,85% e 1%. A tendência para a inflação é acompanhada de perto pelos analistas, devido à alta do dólar e o seu efeito sobre os preços.Para tentar ficar dentro do limite máximo para a inflação, de 6%, estabelecido pelo sistema de metas, o BC elevou a taxa básica de juros (Selic) em sua última reunião, de 16,75% para 18,25% ao ano, e colocou viés de baixa. Ou seja, antes da próxima reunião, em 17 e 18 de julho, o presidente do BC pode reduzir a taxa Selic.Mas os analistas já começam a admitir que o viés não deve ser usado antes da próxima reunião, o que significa que a Selic ficaria em 18,25% ao ano. Isso porque, apesar da instabilidade menor no mercado de câmbio, ainda há pressão de alta sobre as cotações, o que ameaça o cumprimento do limite de 6% para a inflação. InvestimentosNão deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

Agencia Estado,

27 de junho de 2001 | 10h55

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