Mercados atentos aos rumos da CPI do Banestado

Os possíveis desdobramentos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banestado e suas conseqüências provocaram instabilidade nos mercados ontem e podem continuar influenciando os negócios na próxima semana. As novidades sobre o assunto que podem ser divulgadas na imprensa neste final de semana estão no foco de atenção de investidores e analistas. Ontem, o dólar comercial teve um dia de forte oscilação, mas encerrou estável, cotado a R$ 2,8900 na ponta de venda dos negócios. O risco país ? taxa que mede a confiança dos investidores na capacidade de pagamento da dívida do país ? subiu a 771 pontos. Isso significa que, em troca do risco Brasil, os papéis da dívida brasileira pagam um prêmio de 7,71% acima dos juros oferecidos em títulos norte-americanos, os quais são considerados ativos sem risco. Já os C-Bonds, principais papéis da dívida brasileira, registraram queda de 1,11%, cotados a 89,125 centavos por dólar. Analistas em Nova York, ouvidos pelo correspondente Fábio Alves, têm opiniões divergentes sobre o assunto, mas o temor de que a investigação no Congresso atrase as reformas é consenso entre eles. "O preocupante é o que a CPI poderá afetar o equilíbrio político que o presidente Lula conseguiu até agora para a aprovação das reformas, especialmente na medida em que começarem a sair na imprensa informações bombásticas sobre a investigação do Banestado", disse a diretora associada para área de economia global do Banco Bear Stearns, Emy Shayo. Menos preocupado do que a executiva, o economista-chefe para as Américas do Standard Chartered Bank, Doug Smith, afirmou que "a questão do Banestado não se refere ao governo Lula e sim à administração passada, o que não afetará a governabilidade do atual presidente. A CPI poderia resultar em atraso das reformas no Congresso, mas acho isso pouco provável. Não acredito que a investigação do Banestado causará maiores danos".Leia mais sobre o assunto nos links abaixo.

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