Mercados atentos às notícias argentinas

O default - leia-se calote - da dívida argentina já é dado como certo pela maioria dos analistas. O que ainda não se sabe é quando isso acontecerá. O governo do país vizinho vem adiando o anúncio de um pacote econômico e do plano de reestruturação de suas dívidas, que hoje estão em torno de US$ 135 bilhões. Uma perda por parte dos investidores que detêm títulos da dívida argentina já é dada como certa. Neste caso, também resta saber de quanto será o prejuízo. Cogita-se que o valor do calote deve variar entre 50% e 30% do valor dos papéis. O governo do país vizinho vem afirmando que pretende realizar esta negociação de forma "voluntária" junto aos credores. O jornal argentino Página 12 afirma que, mesmo que a operação seja feita desta forma, os analistas e economistas já qualificam o pagamento dos títulos com taxas menores como uma situação de default. A agência de classificação de risco Standard & Poor´s já reduziu a nota argentina de CCC+ para CC, o que significa que o país não tem condições de cumprir com seus compromissos, caso não receba uma ajuda internacional. O jornal afirma que, dependendo das condições da reestruturação, esta nota pode cair para um nível mais baixo, que caracterizaria o default (veja mais informações no link abaixo). Analistas afirmam que, mesmo que haja confiança dos credores e a operação seja realizada com sucesso, permanece o problema da paridade cambial no país, que estabelece que um peso argentino equivale a um dólar. O problema é que o país vizinho não tem produtividade suficiente para manter esta paridade, o que torna os produtos argentinos extremamente caros no mercado internacional. Com isso, o país não consegue vender seus produtos no exterior, não consegue crescer e a sua arrecadação fica cada vez menor. Ou seja, o problema argentino vai persistir enquanto este problema não for resolvido.No início desta quinta-feira, a correspondente Marina Guimarães apurou que os analistas esperam que o resultado da arrecadação argentina de outubro deverá apresentar uma queda de aproximadamente 9%. Há consultorias que apostam em uma queda acima desta cifra. O anúncio deverá ocorrer no final do dia, como é de praxe no primeiro dia útil após o final do mês medido. Veja os números no mercado financeiroOs mercados no brasil não vêm apresentando instabilidade com o agravamento do quadro argentino. Analistas afirmam que os investidores já antecipavam este cenário e, portanto, os ativos têm oscilados menos. Há pouco, o dólar comercial estava cotado a R$ 2,6760 na ponta de venda dos negócios, com queda de 0,85% em relação aos últimos negócios de ontem.Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 23,350% ao ano, frente a 23,530% ao ano ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera com queda de 0,11%.Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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