Mercados: aumenta o pessimismo com Argentina

A situação da Argentina está deixando os investidores cada vez mais preocupados. A notícia de que o Congresso argentino vai votar as medidas que dão poderes especiais ao novo ministro da Economia, Domingo Cavallo, apenas na próxima semana, deve trazer mais instabilidade aos mercados até que se tenha uma visão clara do que vai acontecer. O governo só conseguiu aprovar no Congresso, durante esta madrugada, as medidas econômicas do Plano de Competitividade. Na interpretação dos analistas, o adiamento dessa votação expõe a fragilidade de Cavallo em negociar as medidas. No Brasil, a reação foi forte nos mercados financeiro. O dólar vem operando em tendência de alta. Chegou a ser cotado a R$ 2,1780, mas já recuou um pouco e no início da tarde estava cotado a R$ 2,1640 na ponta de venda dos negócios - alta de 0,09% em relação às últimas operações de sexta-feira. No mercado de juros, os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagam juros de 21,600% ao ano, frente a 21,000% ao ano ontem. Outra notícia de deixou os investidores ainda mais pessimistas foi a declaração do diretor de Política Econômica do Banco Central (BC), Ian Goldfajn, de que a alta do dólar levou a autoridade monetária a elevar suas projeções da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para um patamar um pouco acima da meta de 4%.O temor do mercado de que a Petrobras não consiga receber o seguro da plataforma P-36 por causa de relatórios indicando que a direção da empresa havia sido informada da existência de falhas na plataforma derrubou a cotação dos papéis. A forte participação dessas ações no Índice e a instabilidade no mercado acionário em Nova York também prejudicaram o desempenho da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que no ínicio da tarde registrava alta de 0,61%.

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