Mercados: aumentam os riscos externos

Conforme esperado, o anúncio na sexta-feira de que a taxa de desemprego norte-americana havia subido para 4,9%, patamar muito mais elevado do que se esperava, trouxe muitas preocupações aos mercados financeiros. Ainda que pessimista, a reação dos mercados foi moderada. Devem ser divulgados outros indicadores importantes de desempenho da economia dos EUA essa semana. Nos últimos meses, os números têm sido divergentes, não sendo possível perceber uma tendência clara, nem de retomada do crescimento nem de início de um ciclo recessivo. Mas o desemprego nos Estados Unidos e os fracos resultados das economias do Japão e da União Européia aumentam as preocupações quanto à possibilidade de recessão mundial, o que prejudicaria os fluxos de capital para países emergentes, incluindo-se aí o Brasil.A desaceleração econômica nos países que respondem pela maior parcela do investimento estrangeiro também dificultam a recuperação da Argentina. E, conforme as eleições legislativas de 14 de outubro se aproximam, crescem os temores de que a relativa estabilidade que o país vive acabe num pacote pós-eleitoral que altere o sistema cambial, com fortes efeitos sobre a economia. A Bolsa de Valores de Buenos Aires também fechou em queda.Fechamento dos mercadosO dólar comercial para venda fechou em R$ 2,584, com alta de 0,89%. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 23,000% ao ano, frente a 22,740% ao ano ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda de 2,72%.O índice Merval da Bolsa de Valores de Buenos Aires fechou em queda de 4,24%. Nos Estados Unidos, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou estável em relação aos últimos negócios de sexta-feira e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - fechou em alta de 0,46%. Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

Agencia Estado,

10 de setembro de 2001 | 17h57

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